domingo, 4 de outubro de 2009

Gustoso

E nada como não ter que seguir qualquer ordem, postar quando e como bem quero!... :)

Só queria dizer que tive algumas boas ideias pra suportar a ausência do Joy:
1. Pedi a ele que deixasse comigo a camisa que usou no último dia aqui. Ele estranhou por dois segundos, mas entendeu o que eu queria. Hoje é ela quem me acompanha na hora de ir dormir, mesmo que o cheiro dele desapareça um pouco mais a cada dia... E logo eu, que nunca tive um daqueles "cheirinhos" que criança usa pra dormir.
2. A colônia de barbear dele. Também ficou comigo. Cheiro de vez em quando, em momentos aleatórios.
3. O sabonete líquido e o hidratante Johnson's, ambos com a mesma fragrância e rótulo escrito em árabe, eu uso, bem moderadamente, um dia ou outro. E em pontos estratégicos, como no pulso, pra poder sentir o perfume dele recém-saído do banho.
4. Ligações quando tenho vontade (ok, tento me controlar, mas se tenho MUITA vontade, ligo, falo oi, converso um minuto e desligo), torpedos só pra dizer que sinto saudade, e-mails bonitinhos e fofos (como o de fotos de Cuba com Guantanamera ao fundo!) que ele retransmite pra irmã e pro cunhado com alguma mensagem simpática e me copia.
5. Peço pra ele dizer meu nome quando me liga. Porque nada se compara ao sotaque dele imitando os brasileiros me chamando. Sempre me faz rir. Ah, e ele escrevendo "gostoso" também é impagável.
Enfim, tudo isso ameniza. Mas jamais supre a ausência.
Muwaaa.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Life is going on

Não, minha vida não tem sido só o Joy nos últimos tempos, embora ele tenha ocupado boa parte dela, e eu estou completamente feliz com isso.

Mas só pra registrar: aí do lado tem dois planinhos de metas, que estão difíceis de alcançar, mas não impossíveis. Continuo na luta. É isso.

Joke - parte 2

E a saudade do Joy, agora que estamos há mais de um mês distantes, faz com que a vontade de voltar a escrever sobre ele vença a indisciplina.

E chegamos ao hotel. Alameda Casabranca, pertinho do Parque Trianon. Sim, porque ele me pediu um lugar "com bastante verde", e eu não pude deixar de achar graça em um pedido desses em plena selva de pedra. Confesso que logo de cara eu já o sentia tão próximo, tão íntimo, que me arrependi de ter pedido que ele ficasse em um hotel. Queria tê-lo levado pra casa, tê-lo recebido já no meu lar. O plano era deixá-lo dormindo ali na primeira noite, descansando das 15 horas de viagem. Eu dormiria em casa e iria cedo tomar café-da-manhã com ele, antes do city tour de sábado. Bom, eu disse que o plano ERA esse. Depois de chegarmos ao hotel, e vermos o quanto o beijo do outro era bom, o toque, o cheiro, o gosto... eu já estava achando muito difícil ir pra casa. E ele me encheu de presentes: roupas, perfume, relógio e uma mala inteira cheia de... chocolates! Especialmente Kit Kat, que foi a única coisa que pedi pra ele trazer pra mim. E a gente trocava presentes, se beijava. Conversava um pouco, se beijava. Tomava água, se beijava... ai, ai. E eu aflita, porque estava num momento muito Bridget Jones: pra ficar linda no vestido que usei, pus por baixo um modelador daqueles BEM FEIOS, tipo shortinho. E não queria que mais ninguém tivesse que olhar praquilo. E o Joy não se conformava quando eu dizia que iria dormir em casa. E eu fiquei mesmo com dó de deixá-lo ali, sozinho, depois de ter viajado tanto tempo pra... ficar comigo! Olhei as horas... dava tempo de ir pra casa e voltar. E foi isso que fiz: deixei o Joy ali, deitadinho, cansadíssimo, e corri pra casa. Troquei de roupa, tive a cara de pau de levar um pijama beeem presbiteriano, e voltei. E a sensação toda do trajeto era meio de sonho. Eu mal acreditava que o Joy estava aqui, no Brasil. E que eu estava indo passar uma noite toda com ele. Sabia que ele dormiria direto, que estava muito cansado... mas só o fato de dormir ao lado dele já me deixava nas nuvens. O meu celular não parava de receber mensagens de amigos e família, perguntando se estava tudo bem. E eu mal respondia, não conseguia. Estava eufórica demais pra conseguir digitar uma mensagem de texto. Desci aquela rua por trás do Parque Trianon apesar do medo, já que ali é um lugar de prostituição, e nunca se sabe, né? Bom... cheguei no hotel. Lobby já apagado, fiquei perdida procurando o elevador, até que um funcionário me ajudou. Ao entrar no quarto, vi que o Joy não havia se movido um centímetro, tal o cansaço. Estava deitadinho na mesma posição, ainda com a calça jeans e tudo. Só a luz do abajur estava acesa, e assim ficou. Tirei minha roupinha e vesti o pijama presbiteriano. Fiquei por muito tempo olhando pra ele, incrédula, sentada na poltrona ao lado da cama. Comi um mini Kit Kat, dos que ele havia me trazido. Fui ao banheiro, xixi, escovei os dentes. E nada dele se mexer. Deitei na cama, longe dele. A cama era MUITO grande. E fiquei olhando praquele homem, pensando em tudo o que já tinha acontecido entre a gente, tudo de bom e de ruim, e me dei conta de que agora ele estava ali, bem ali. Era só estender meu braço que eu tocaria nele. E mal cabia em mim de felicidade. Agradeci a Deus porque ele estava ali, porque tudo estava tão ótimo. E me encaixei nele, como uma conchinha. E aí ele acordou. E aí eu não conto mais. :)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Joke - parte 1

Eu preciso escrever, sabe?

Queria ter escrito um diário da viagem. Mas não fiz isso. E me lembrei da Zélia Gattai, que disse uma vez que nunca anotava nada antes de transformar as memórias em livros. "Senão, não são memórias, ora", disse ela. Concordo. E como não pretendo escrever um livro, e mal dou conta de escrever um blog, puxo agora da memória pra começar a saga que tem sido essas mudanças todas em minha vida.

14 de agosto, 18h35min. Era essa a hora prevista pra chegada do voo do Joy em São Paulo. Eu já havia deixado tudo arrumado em casa: mala pronta, tudo no seu lugar, cafezinho no jeito pra quando ele aparecesse no dia seguinte... E lá cheguei ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. Tensa com o trânsito carregado que peguei até lá (sem falar em um ônibus, três metrôs e outro ônibus), corri pra olhar o painel de chegadas. Voo 261 já aparecia lá. Previsão de pouso: 7 minutos. Sete minutos. Pra quem esperou sete anos, isso era nada.

Fui ao banheiro, chequei maquiagem, sorriso, fiz xixi. Fiquei pronta. Comprei uma água, bebi lentamente. Continuei a olhar o painel, já sentindo a tensão nos ombros. Avião em terra. Desembarcando. Respirei fundo e... plantei-me em frente ao portão de desembarque. Pensei no lugar em que ficaria a esperar por ele. Achei justo que tivesse um ângulo de visão privilegiado para ambos. Não ficaria escondida. Ficaria bem à vista, esperando pelo olhar dele a me reconhecer. E esperei.

E esperei.

E esperei.

E esperei, pacientemente. Pensei, algumas vezes: "E se eu não o reconhecer? E se todos que estiverem no voo, indianos, forem parecidissimos e eu me confundir? E SE ELE NÃO VIER?"

E assim, esperando, ansiando, tremendo, olhando sem parar para todos os movimentos no portão, fiquei por uma hora. Não resisti e liguei pra Keila. Estava muito sozinha ali. Falei que ele estava demorando pra aparecer. Que eu não esperava mais. Que estava dif... PERAÍ QUE É ELE TCHAU.

E aí eu o vi. Mesmo rosto sereno que conheci na webcam. A ginga do andar, que eu não conhecia, vi ali. O olhar pra mim, vi em seguida, quando os olhos dele acharam os meus. E veio direto até mim, sem titubear. E nos abraçamos, longa e fortemente. E senti a pele dele, o cheiro dele, a respiração dele. E o beijo dele. Um selinho, como convém em público. E percebi que ele, o Joy, estava ali. Ao meu alcance.

E foi só um reconhecimento. Já nos conhecíamos há tanto, já nos esperávamos há tanto, que só alguns detalhes nos surpreendiam. "Você não é tão alta quanto eu pensava", disse ele. "Você não está tão barrigudo quanto eu pensava", disse eu. E conversamos, meio timidamente. E compramos um chip brasileiro pra ele. E trocamos dólares por reais. E fomos para o táxi. E trocamos livros no táxi. De mim, ele ganhou "Como falar quase tudo em português". Dele, ganhei "Real love in marriage". Nem preciso dizer como fiquei confusa com o presente... tão cedo, tão sério. Tão bom.

E assim, ele foi sendo apresentado ao Brasil, a São Paulo, a mim. Aos poucos. Mas bem intensamente.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Joy

Minha primeira nota vermelha na vida foi em Inglês. Sétima série, primeiro bimestre no Mackenzie depois de toda uma vida em colégio estadual. Foi um baque. Me lembro bem do 4,5 que manchava minhas outras notas, tão boas. E fiquei tristíssima. E comecei a me esforçar muito pra alcançar a turma. Isso só aconteceu três anos depois, já quando repetia o 1º colegial (é, bombei um ano por causa do Inglês também). E hoje sei que havia um propósito pra isso também. Pra esse problema, que aparentemente era tão pequeno mas que me incomodou tanto.
Em 2002 um indiano puxou conversa comigo pelo icq. Conversei, não custava nada mesmo. Era bom pra 'impruvar' meu inglês, pensei. Eu sei que, se não fosse o fato de eu falar inglês, não teria tido a oportunidade de viver o que de mais lindo poderia ter me acontecido. Porque há 13 dias esse indiano veio pro Brasil, e finalmente nos re-conhecemos. Nos vimos, nos abraçamos, nos beijamos, nos cheiramos. Rimos, choramos, conversamos, viajamos. Andamos de carro, ônibus, trem, bondinho, avião, canoa. Comemos, bebemos, namoramos, nos estranhamos, nos reconciliamos.
E agora, neste exato momento, ele decolou pra Dubai, de volta para o seu trabalho. Deixou comigo a perspectiva da volta pra cá em dezembro, além do cheiro que não me sai da mente, do gosto que não me sai do corpo, do amor que não me sai da alma.
Nannu ninannu prithisuthene, Joy. Ou, pra ser mais simples, eu te amo.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Tempo de calar...


Eu vim fazer um post qualquer. Só pra constar. E aí me lembrei lá de Eclesiastes... vambora:

Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião. Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir. Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar; tempo de chorar e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar e tempo de afastar. Há tempo de procurar e tempo de perder; tempo de economizar e tempo de desperdiçar; tempo de rasgar e tempo de remendar; tempo de ficar calado e tempo de falar. Há tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz. O que é que a pessoa ganha com todo o seu trabalho?
Eu tenho visto todo o trabalho que Deus dá às pessoas para que fiquem ocupadas.
Deus marcou o tempo certo para cada coisa. Ele nos deu o desejo de entender as coisas que já aconteceram e as que ainda vão acontecer, porém não nos deixa compreender completamente o que ele faz. Então entendi que nesta vida tudo o que a pessoa pode fazer é procurar ser feliz e viver o melhor que puder. Todos nós devemos comer e beber e aproveitar bem aquilo que ganhamos com o nosso trabalho. Isso é um presente de Deus. Eu sei que tudo o que Deus faz dura para sempre; não podemos acrescentar nada, nem tirar nada. E uma coisa que Deus faz é levar as pessoas a temê-lo. Tudo o que acontece ou que pode acontecer já aconteceu antes. Deus faz com que uma coisa que acontece torne a acontecer. Neste mundo eu também reparei o seguinte: no lugar onde deviam estar a justiça e o direito, o que a gente encontra é a maldade.
Então pensei assim: “Deus julgará tanto os bons como os maus porque tudo o que se passa neste mundo, tudo o que a gente faz, acontece na hora que tem de acontecer.”
Aí cheguei à conclusão de que Deus está pondo as pessoas à prova para que elas vejam que não são melhores do que os animais. No fim das contas, o mesmo que acontece com as pessoas acontece com os animais. Tanto as pessoas como os animais morrem. O ser humano não leva nenhuma vantagem sobre o animal, pois os dois têm de respirar para viver. Como se vê, tudo é ilusão, pois tanto um como o outro irão para o mesmo lugar, isto é, o pó da terra. Tanto um como o outro vieram de lá e voltarão para lá.
Como é que alguém pode ter a certeza de que o sopro de vida do ser humano vai para cima e que o sopro de vida do animal desce para a terra? Assim, eu compreendi que não há nada melhor do que a gente ter prazer no trabalho. Esta é a nossa recompensa. Pois como é que podemos saber o que vai acontecer depois da nossa morte?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Amor



62 anos de casados.

Imagina o que não passaram juntos.

Olha o bom humor.

A cumplicidade.

O companheirismo.

Sim, eu acredito. E quero pra mim.

sábado, 23 de maio de 2009

Túnel mágico

Como esse túnel mágico não existe, torno a seguir o método, firme e forte. Porque há dias em que me saboto. E aí eu engordei 1kg, e fiquei triste com isso. Mas não desanimei. E sei que, fazendo, o resultado aparece.
Foi ótimo sair e comprar uma calça 2 números a menos do que o que eu usava antes de começar a Meta Real.
Vai ser ótimo ver todas as dificuldades que surgem por conta da obesidade se dissiparem.
Quero estar pronta. Porque não sei o que a vida tem preparado pra mim.

sábado, 9 de maio de 2009

"Sou infeliz" (Estragon - vulgo Catulo)

Já faz uma semana, praticamente. Teve Godot na Virada Cultural. Foi ótimo voltar. Voltar ao texto, à montagem, ao Bruno Matos. E foi ótimo ter Aline Baba ali. Eis-nos os três, na foto. Além, obviamente, da plateia. Nunca estive tão perto dela, e vice-versa. E foi ótimo sentir a troca única que há entre atores e plateia. Troca efêmera. Nada é mais prazeroso do que sentir que cativou a plateia, que os olhos, os corpos, as almas das pessoas estão fixadas nos personagens, envolvidos pela obra. E emprestar nossos corpos e nossas almas de atores para personagens como Vladimir, Estragon e o Menino é uma honra sem limites. Samuel Beckett, me perdoa. Sei que você não queria que uma mulher interpretasse seus personagens masculinos, mas nada me deixa mais feliz do que poder ser o Estragon. Obrigada pela honra (não concedida).

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Já dizia Paulo aos filipenses


Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

domingo, 19 de abril de 2009

Dia do Senhor

Domingo de manhã.

Dia em que sinto mais falta de morar com meus pais.


É, eu sinto falta de vez em quando. Sinto saudade, aliás. Porque o tempo de morar com eles já passou (é, a gente cresce, amadurece, muda). Meu pai já se foi. Minha mãe mora longe. Mas os domingos com eles são inesquecíveis.


Os domingos começavam, na verdade, tarde da noite, no sábado. Casa de pastor é muito corrida em finais de semana: é boletim da igreja pra fazer (minha mãe datilografava o boletim sábado de manhãzinha e meu pai rodava no mimeógrafo - a tinta, nem era a álcool - pouco antes do almoço), é supermercado, açougue e quitanda, é seminarista chegando pra passar o final de semana... Sempre tinha pelo menos um seminarista lá em casa. Vindo de Campinas. O mais marcante pra mim foi o Tércio: deve ter ficado uns dois anos indo lá, direto. E era divertido, brincava comigo.


Sábado à noite os cheiros na cozinha começavam: comida especial e caprichada (minha mãe morria de dó dos seminaristas que se alimentavam mal durante a semana), aromas de assados no ar, cheirinho de pudim no forno. E meu pai no pé da minha mãe, pra ela largar a cozinha e ir dormir, descansar, dizendo que ele cuidaria de tudo. Foi sempre assim.


Domingo cedinho, meu pai se trancava no escritório. Estava estudando o sermão do culto da manhã, ou preparando a aula da Escola Dominical. Minha mãe estava de novo na cozinha, dando os últimos retoques, deixando tudo pronto pro almoço. A mesa do café sempre estava pronta quando eu acordava. Geralmente acabava tomando café sozinha no domingo, porque tudo era muito corrido. Eu sabia bem o que fazer nas manhãs dominicais: acordar na hora, tomar banho, vestir uma roupa e perguntar pra minha mãe se aquela estava boa, tomar café, tirar a mesa e chegar na igreja na hora certa (levando comigo Bíblia, hinário e revista da Escola Dominical, com a lição estudada). Geralmente me atrasava uns cinco minutinhos. Ia correndo com a mamãe. Meu pai não nos esperava, porque tinha que chegar um pouco mais cedo. Sempre morávamos bem perto da igreja, coisa de um ou dois quarteirões. Já na igreja, tudo se acalmava, e nossa rotina não era mais tão diferente da dos outros fiéis ali. A não ser pelo fato de que éramos os últimos a sair da igreja, por volta de 11h30, com a minha mãe andando rápido à frente pra "ajeitar o almoço". E aí meu pai, mais atrás conversando com o seminarista, ficava perguntando alto "mas você já não fez tudo essa madrugada? Nem foi dormir pra ficar fazendo o almoço"! E aí minha mãe emburrava... e era sempre assim. E era incrível, e era a minha infância, e era a minha família.


Eu me lembro bem do dia desta foto: um domingo de manhã, em Tietê, na volta da igreja. Eu estava bem feliz com a minha sombrinha nova. E não sei o nome dessa árvore aí atrás, mas vira e mexe vejo uma dessas por aí, com flores cor-de-rosa, e me lembro dessa casa, que nem existe mais.

sábado, 18 de abril de 2009

Resiliência e borboleta


Pois é. Sabe aquela historinha que todo mundo já leu algum dia na internet? Da borboleta que precisa sair sozinha do casulo, aí o homem fica com dó e resolve ajudá-la, e ela nunca consegue voar por não ter passado pelo processo todo que era necessário à sua metamorfose? Então. Acho que agora é a minha vez.
Tenho me sentido assim. Vitoriosa a cada pequeno passo. A cada 100g eliminados. A cada não que digo pra alguma coisa, recebo um sim de volta pra mim.
Hoje aprendi o que é resiliência. A resiliência é caracterizada por um conjunto de atitudes adotadas pelo ser humano para resistir aos embates da vida. O termo vem de uma propriedade da Física sobre a capacidade que os corpos têm de voltar à sua forma original, depois de submetidos a um esforço intenso. Fazer a simples transposição da Física para a Psicologia não é possível porque, aplicado aos seres humanos, o conceito se destaca exatamente pela capacidade do indivíduo dar a volta por cima das situações de risco e voltar TRANSFORMADO, crescendo com a experiência.
O sem-número de dietas que já fiz na vida (e que deram errado) seriam um bom motivo pra que eu desistisse de emagrecer. Mas eu não desisto. Eu quero muito. Tenho tolerância zero com a obesidade na minha vida. Mais e mais, a cada dia.
Tô no casulo. Logo logo, vem a borboleta aí.


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Dos sustos que a vida dá


Eu procurei uma imagem do Homem Vitruviano pra postar aqui. E aí o Google me mostrou essa. E tem muito mais a ver. Porque João Paulo e Homer Simpson são indissociáveis.
Pois é, e o João deu um sustão na gente. Ainda está na UTI. Ainda inspira muitos cuidados. E a gente não sabe o que vem pela frente.
Aliás, a gente nunca sabe. Planeja mil coisas, agenda mil compromissos... e aí de repente a vida muda tudo. Nosso corpo, nosso cérebro. Eles nos pregam peças. Essa máquina esquisita que somos.
E o João Paulo é o melhor parceiro pra jogar War. E é meu compadre. E é marido da Márcia, minha comadre. Amiga, mãe e irmã. Ele estava comigo quando meu pai morreu. Eu estava com ele quando a mãe dele morreu. E ele foi um dos primeiros na Igreja da Pompéia a vir falar comigo. No ônibus, na Paulista, em um dia em que eu voltava da Trinitariana.
E eu não posto foto dele porque ele não gosta. Pediu pra eu não pôr foto dele no orkut.
Ele é o que a Bíblia chama de 'amigo mais chegado que um irmão'.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Caraguá

Essa foto foi tirada pela Laís.


Um Alfa Romeo me levou pra Caraguá pela primeira vez. Janeiro de 1983. Eu tinha oito anos e fui passar as férias com a minha família numa edícula dos vizinhos de São Miguel Paulista. Acho que o vizinho, Seu Alberto Siqueira (casado com a D. Nancy e pai das minhas amigas Andréia, Patrícia, Luciene e Daniele, além do Robinson, não-meu amigo!) alugou a casa pro meu pai por um preço bacana. Foram férias incríveis. Ainda tinha o Gobbi. E o Ary estava há pouco tempo na família. E tinha todas as minhas amigas. E outras amizades que fiz ali, pela vizinhança da Praia do Indaiá.

Caraguá era bem diferente do que é hoje. O acesso era difícil. Tinha muita queda de barreira na Tamoios. Muitas vezes não dava pra voltar pra São Paulo. Só as ruas do centro da cidade eram calçadas. E tinha a sorveteria Aldo... a melhor do universo. E tinha o pão de queijo da Docimar... e tinha o mar.

A sorveteria Aldo não existe mais. A Docimar existe, mas não é mais a mesma coisa. O mar, graças a Deus, continua o mesmo.

E aí meus pais se apaixonaram por Caraguá, nessa primeira viagem. E sonharam em construir uma casa lá, pra morarem quando se aposentassem. E aí se aposentaram em 97 e foram pra lá. E eu fiquei em Sampa e fui morar sozinha.
Meu pai não está mais lá fisicamente, embora a presença dele esteja na casa toda, o tempo todo. Minha mãe está lá, mudada, mais forte.

Agora, Caraguá é meu refúgio. É inexplicável o que sinto quando vou pra lá. O que sinto quando estou lá, sob aquele teto, aquelas paredes, tão impregnadas dos sonhos dos meus pais. Para os estranhos, é só uma casa. Pra nós, os filhos, é muito mais. Foi muita luta pra conseguir construir. E muita luta pra manter a casa, também. Sinto-me culpada por não poder ajudar... sinto-me mal. E sinto-me bem por saber que meu pai pensou nisso: que a casa seria nosso refúgio. Porque há ocasiões na vida em que PRECISO ir pra Caraguá. Renovar as forças. Pedir uma bênção. Sentir-me amada, acima de tudo. O mar, a cidade, as outras coisas... são só as outras coisas. Mas lá é que é meu chão. Minha raiz. É lá onde me lembro mais de quem sou eu.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Em homenagem a tantos pés na bunda que já levei

Receita para comer o homem amado (Ivana Arruda Leite)


"Pegue o homem que te maltrata, estenda-o sobre a tábua de bife e comece a sová-lo pelas costas. Depois pique bem picadinho e jogue na gordura quente. Acrescente os olhos e a cebola. Mexa devagar até tudo ficar dourado. A língua, cortada em minúsculos pedaços, deve ser colocada em seguida, assim como as mãos, os pés e o cheiro-verde. Quando o refogado exalar o odor dos que ardem no inferno, jogue água fervente até amolecer o coração. Empane o pinto no ovo e na farinha de rosca e sirva como aperitivo. Devore tudo com talher de prata, limpe a boca com guardanapo de linho e arrote com vontade, pra que isso não se repita nunca mais."


(Cena do filme O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante)

sábado, 4 de abril de 2009

As minhas meninas

Quem me conhece, sabe: sou uma tia apaixonada pelos sobrinhos. Tenho seis: Vevê, Lalá, Lili, Thô, Mariluca e Livinha. As idades variam entre 24 e 2 anos. E isso é uma delícia. E eu daria a minha vida por cada um deles. Porque a vida de cada um deles é o que de mais precioso eu tenho na minha.

E aí essa noite duas delas, Lalá e Lili, sofreram um acidente de carro. Indo pra balada. O amigo que dirigia estava bêbado. E eu senti meu coração acelerar quando minha irmã me contou, hoje de manhã, quando tudo já estava bem e elas estavam dormindo no quarto delas.

Graças, muitas graças a Deus por não terem tido nada sério. Porque a vida está mesmo por um fio, sempre. Mas as minhas meninas... essas eu quero comigo pra sempre. A gente não quer que ninguém da família vá embora. Nunca. Mas, pela ordem natural das coisas, eu vou e meus sobrinhos ficarão. Combinado? Beijo da tia Ked.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Quem saberia perder?



O vídeo é só pra poder compartilhar uma música que amo, na interpretação mais linda que já ouvi. Quem tem coragem de responder à pergunta? Quem saberia perder?

Saudade


Eu sinto saudade da internet. Quando ela some da minha vida. Terça-feira passada ela sumiu. E hoje voltou. Quando quis. Como sempre: só volta quando quer.


Outra coisa que voltará em 3 de maio: Godot. Pois é.


E o Quixote? Volta também. Dia 15 de maio.


Tem coisas que voltam e são incríveis. E nos deixam bem felizes.


Que volte só o que for bom. Por favor.

domingo, 22 de março de 2009

Nosso Ibira



O dia hoje não teve sol assim, nem foi ao entardecer que fui até lá.
Pela manhã, dia nublado, com a cara e a coragem, fui andar no Parque do Ibirapuera. Sozinha. Leva-se o básico: squeeze com água gelada, documentos (é, eu levo a carteirinha do plano de saúde), celular (pra poder marcar o tempo, já que não uso relógio) e só.
Só? Só. Ando só. Com meus pensamentos, minhas divagações. Um momento não só para a atividade física ter lugar, mas a atividade mental também. Hora de pensar no que passou, planejar o futuro (sim, fazemos isso), olhar pro chão (a pista de cooper do parque é de terra, cheia de possíveis imprevistos), espiar a paisagem. Ouvir passarinhos, ver formigueiros enormes, pisar nas folhas e flores que cobrem o chão pra nos lembrar que o outuno chegou. Rir com um cachorro que sai correndo e rola numa poça de lama, pra desespero da dona, que logo acaba rindo dele também.
Se há um território onde o gordo se sente menos julgado é durante a prática de algum exercício físico. Não há o olhar de reprovação de sempre. Andar pela praça de alimentação de um shopping com uma bandeja na mão é um desfile à intolerância. Não se admite que o gordo coma, muito menos em público. É como se ele já estivesse suficientemente alimentado pro resto da vida. No parque, o sentimento é o contrário. São olhares de apoio. São cumprimentos de gente que nunca viu antes, sorrisos... em plena São Paulo. A hora passa rapidamente durante a caminhada ali. Contornar o parque todo passa voando, e é uma delícia. Mas isso eu só descobri hoje.

sábado, 21 de março de 2009

Mais um degrau


Os medos. Hoje o tema da palestra na Meta Real foi esse. Alguns medos meus eu já conhecia, outros descobri hoje. Foi totalmente excelente! :)


E alcancei uma outra vitória, a segunda vitória desde que comecei o método. Minha primeira meta era sair do grau de Obesidade II. Já alcancei há um tempo. A segunda meta era chegar a um peso com dois dígitos! Isso eu alcancei hoje. Motivo pra muita comemoração. E agora, foco na próxima meta: sair do grau de Obesidade I e entrar na marca de Sobrepeso. Quando alcançarei? Não sei ainda. Mas sei que chego lá. Dois degraus eu já subi.

Passarinho me contou



@pimentta foi quem disse: "Passarinho me contou agora é Twitter". Achei ótima a expressão. Porque o Twitter foi o que de mais legal eu conheci na internet nos últimos tempos. Depois do Orkut, do qual sou fã, vem ele. Não sabe como funciona nem o que é isso? Tem uma explicação bacana dada pela @anaestela, que peguei lendo o @fabios. Já o @fabios eu conheci enquanto estava espiando pelo Twittervision 3D. E foi esse programa que me fez pirar e pensar em criar esse post.

Ver o mundo do alto, via satélite. Observar as luzes mil nos Estados Unidos, as nem tantas luzes assim na América do Sul, o Japão como uma ilha de luzes, enquanto a África é banhada pelo sol. Não bastasse essa visão macro do nosso planeta micro, ainda nos mostram a Terra girando pra um lado e pro outro de acordo com as twittagens por aí, mundo afora. 140 caracteres, em todo o Planeta. Cada um no seu universo. E fiquei um bom tempo observando o que era escrito, e por quem. A minha expectativa é aguardar as mensagens que vem (já não tem mais acento, né?) do Brasil. Fico feliz vendo gente escrever do Recife, do Rio, de Mato Grosso, de Sampa. Talvez seja uma brincadeira de 'se mágico', onde quase dá pra imaginar como é ser Deus. Vendo a vidinha de cada pessoa ali. Li tweets do mundo inteiro. Uma pessoa fala que vai dormir, no Reino Unido; outra fala que está ansiosa pelo casamento da Jullie logo mais, nos EUA; outro diz que está cansado e o dia mal começou, na Argentina; na India, alguém diz 'drama drama drama'; alguém reclama do gato na Rússia; vejo as fotos de cada um e tento imaginar onde mora, quantos anos tem. E há peculiaridades: no Japão, ninguém aparece com foto. São sempre mangás. Sempre, invariavelmente. E não é possível ler o que escrevem, porque mantem (sem acento mesmo?) a escrita oriental.

Pra cada pessoa que aparece ali, nada mais importante do que a própria vida. Cada um com seu próprio mundo. Sua rede de amigos. Seus interesses. Seus dramas. Suas alegrias. É, somos assim. Únicos, em nossos universos particulares. Pra quem ainda não entendeu eu apelo: veja o vídeo e adira. @kedma agradece.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Eu quero!


Quem achar um desses, compra e me dá de presente? Obrigada.

Visual novo

Então... mudei a cara do meu blog, depois de quase um ano. Mais leve. Como eu.

A pensadora

Quero muito saber do que tenho medo.
Porque isso explicará.
Porque não sei dizer o motivo, mas hoje simplesmente não consegui, não quis, whatever, seguir o método. E comi o que quis, quando quis, quanto quis. Comi de passar mal. De me sentir mal. E não saí de casa, e é uma sexta-feira linda, e recusei o convite pra uma festa e outro convite pra uma botecada.
Amanhã encaro meu medo. Meus medos. Vou à palestra. Me peso. Vejo o que aconteceu. Por hoje, fico aqui pensando. Qual a resposta?

quinta-feira, 19 de março de 2009

A vida e a época de Kedma Franza, o Gregor Samsa da família

Ontem, durante o ensaio de A Metamorfose com a Cia. dos Imaginários, tive um insight. Aquela coisa de 'e se fosse comigo' me fez perceber que sim, de alguma forma, um dia aconteceu comigo uma metamorfose.

Não sou de uma família de obesos. Não em primeiro grau. Irmãos, mãe, magros. Meu pai era gordinho, mas nunca houve grandes piadas a respeito do assunto, ou qualquer preocupação até o primeiro infarto dele.

E aí eu cheguei: temporã, mas uma criança saudável. Magra, eu diria. Sempre fui taxada de 'alta', mas nunca de gorda. E de tão alta, cresci mais do que as outras da minha turma. Aos 12 anos, tinha um corpo de meninas de 16. Mas minha cabeça era de 12. A cabeça de uma menina filha de pastor com 12 anos. Uma menina assim não poderia admitir ser sexualmente desejável, como já vinha sendo. Homens já mais velhos (com seus 20 e poucos anos) olhavam de um jeito que já denotava um interesse com o qual ela não sabia lidar. E aí começou a engorda. Devagar, primeiro. E de forma acelerada aos 13 anos, com a mudança pra cidade grande e a escola de uma classe social abissalmente distante da sua. 'Melhor se proteger', disse o inconsciente. 'Engorde', continuou ele. E aí uma nova imagem, falsa, se criou. Porque jamais achei legal ser gorda. Jamais achei sexy. Jamais achei bonito. Nem pra mim, nem pra ninguém. Sempre pensava 'poxa, mas se gordo/gorda é bonito assim, imagine magro'. E minha família não sabia o que fazer comigo. Vários episódios estressantes, com todo mundo da família. Rolou desde a ajuda sutil (ganhei uma esteira no aniversário de 20 anos) até o confronto direto, com frases como 'tenho vergonha de sair com você'. Hoje me pergunto se era pra tanto. E não, não era. Talvez o abalo de tanta pressão pra que eu emagrecesse tenha sido mais nocivo do que a própria gordura em si. Porque eu queria me manter também longe dessa família (e hoje entendo mais os motivos disso... papo pra outro post), e sem dúvida a gordura é um obstáculo. A gordura me faz parecer forte. E mantém todos distantes de mim, ser metamorfoseado monstruosamente. Tão bonita... mas gorda. Agora, comigo magra, não sei o que virá. Mas estou disposta a pagar pra ver.

Terapia


Ontem li a notícia de que 'manter um blog é terapêutico'.

Acredito que sim.

Não sou muito de ficar falando o tempo todo de dieta. Talvez até faça isso, mas mais como piada. Não que eu realmente seja muito chata, mas meus amigos sabem quando estou fazendo algo a sério ou não. É o que eu penso... não sei o que eles pensam.

Realmente, pra mim, o blog é terapêutico. E é curioso que eu escreva isso bem agora, quando decidi que vou parar a terapia. Falta comunicar a minha decisão à terapeuta, mas já não quero mais ir. Há três sessões não vou. Semana que vem, vou lá dizer 'até logo'.

Três motivos me levaram à terapia: queria emagrecer, queria namorar, queria parar de gastar. Estou emagrecendo, vi que o 'não-namorar' não é um problema meu, e tenho me controlado nas finanças. Não fiz novas dívidas. E depois de dois anos de divã, pouco mais, até, decidi que já chega. Cansei. De minha vida quero falar só pra mim. É isso.

Aconteceu de novo?

Há um tempo observo o seguinte no meu emagrecimento: quando estou perto de atingir alguma meta que estabeleci, me saboto. Paro o que estava fazendo de certo e acho que consigo alcançar os mesmos objetivos sem abrir mão de qualquer outra coisa que eu queira. Não é bem assim. Para emagrecer, eu abro mão dos maus hábitos alimentares. E esta semana, em que eu espero chegar aos dois dígitos (sábado passado estava com 100,4kg, falta bem pouco), chutei o balde. Não agi corretamente como vinha agindo. Espero retomar amanhã (que seja), já que hoje já parei de comer. Antes tarde do que mais tarde. Ou nunca.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Minhas metas, minhas metas...

Preciso registrar aqui a mudança que está havendo na minha vida. Iniciei o método da Meta Real dia 02/02. Sim, escolhi essa data de propósito. Este ano fez sete anos a morte do meu pai, e foi uma das pessoas que conheci que mais intensamente viveu. Que me sirva de exemplo, e que minha obesidade não me impeça de fazer o que quero. Já emagreci 8kg desde então. E estou ótima. Feliz, felicíssima!

Taí uma foto da Aurora, minha orientadora. Tenho muito a agradecer a essa mulher! Exemplo.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O paradoxo do nosso tempo



Por: Roberto Kaida

Hoje temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos.
Auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos.
Gastamos mais, mas temos menos.
Nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores.
Mais conhecimento e menos poder de julgamento.
Mais medicina, mas menos saúde.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos facilmente.
Ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais...
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores.
Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência.
Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
Escrevemos mais, mas aprendemos menos.
Planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência.
Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.
Tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade.
Esses são tempos de refeições rápidas e digestão lenta, de homens altos e caráter baixo, lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Mais lazer, mas menos diversão. Maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis e moralidade também descartável e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.