Minha primeira nota vermelha na vida foi em Inglês. Sétima série, primeiro bimestre no Mackenzie depois de toda uma vida em colégio estadual. Foi um baque. Me lembro bem do 4,5 que manchava minhas outras notas, tão boas. E fiquei tristíssima. E comecei a me esforçar muito pra alcançar a turma. Isso só aconteceu três anos depois, já quando repetia o 1º colegial (é, bombei um ano por causa do Inglês também). E hoje sei que havia um propósito pra isso também. Pra esse problema, que aparentemente era tão pequeno mas que me incomodou tanto.
Em 2002 um indiano puxou conversa comigo pelo icq. Conversei, não custava nada mesmo. Era bom pra 'impruvar' meu inglês, pensei. Eu sei que, se não fosse o fato de eu falar inglês, não teria tido a oportunidade de viver o que de mais lindo poderia ter me acontecido. Porque há 13 dias esse indiano veio pro Brasil, e finalmente nos re-conhecemos. Nos vimos, nos abraçamos, nos beijamos, nos cheiramos. Rimos, choramos, conversamos, viajamos. Andamos de carro, ônibus, trem, bondinho, avião, canoa. Comemos, bebemos, namoramos, nos estranhamos, nos reconciliamos.
E agora, neste exato momento, ele decolou pra Dubai, de volta para o seu trabalho. Deixou comigo a perspectiva da volta pra cá em dezembro, além do cheiro que não me sai da mente, do gosto que não me sai do corpo, do amor que não me sai da alma.
Nannu ninannu prithisuthene, Joy. Ou, pra ser mais simples, eu te amo.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
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