Eita! Uma semana sem postar, e nem percebi...
É que a semana passada foi muito muito muito corrida. Na quarta não vim trabalhar, na quinta sim, na sexta eu já estava pilhadíssima por conta da viagem a Pouso Alegre. Tudo bem que a água fria que eu levei com as notícias que a Ana me deu me deixaram bem bem bem chateada, mas retomei as forças e fui pro último ensaio antes da apresentação de domingo. Arrumamos tudo, ficou um clima super de 'ui, chegou a hora' no ar...
Aí sábado foi corrido: receber bicicletas em casa, sair pra comprar calça, perfume, comidinhas pros meninos que iam dormir em casa, dar um tapa na arrumação de casa.. E tentar relaxar. Não consegui. Chegou o Nino, umas 23h30. Eu pilhada. Chegou o Caio uns 40 minutos depois. Eu pilhada. Tentamos dormir, todos pilhados... lá pra 2 da matina conseguimos. Três horas depois estávamos de pé, prontos a descer com bagagem e tralhas. E nada do motorista da van me ligar... e eu não conseguia falar com ele também... Enfim, chegamos um pouco atrasados no ponto de encontro, todo mundo já estava lá, mas deu tudo certo. Viagem boa, divertida.
Lá foi tudo certo. Mas eu não quero escrever. Outra hora, talvez. Ainda estou com muito sono.
terça-feira, 29 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Passou o feriado...
Hoje quero muito falar na terapia sobre o motivo que me leva a ter preguiça de levantar da cama e fazer um copo de água com açúcar que salvaria a minha dieta. Enfim. Nada a fazer. Hoje me peso e aí vejo que bicho deu. Só fiz direitinho a dieta na segunda-feira. Nos outros dias, foi meia-boca.
Fiquei pensando em como é estranho não ter uma dor-de-cotovelo recente, não aguardar um telefonema, não ter pra quem ligar pra ouvir a voz apenas ou provocar, sei lá... aí voltei a pensar muito muito no Lelei. Porque eu já penso nele todos os dias, isso não é novidade. Falei isso com o René na sexta. Em treze anos, não teve um dia em que eu não pensasse nele, mesmo quando estava com outra pessoa. Nem que fosse a título de comparação (e sim, algumas vezes ele perde na comparação). Doentio, sim, mas eu busco a cura, incessantemente.
Agora, ansiosa pela viagem de domingo. Mil providências pra tomar até lá. Ui. Delícia.
Fiquei pensando em como é estranho não ter uma dor-de-cotovelo recente, não aguardar um telefonema, não ter pra quem ligar pra ouvir a voz apenas ou provocar, sei lá... aí voltei a pensar muito muito no Lelei. Porque eu já penso nele todos os dias, isso não é novidade. Falei isso com o René na sexta. Em treze anos, não teve um dia em que eu não pensasse nele, mesmo quando estava com outra pessoa. Nem que fosse a título de comparação (e sim, algumas vezes ele perde na comparação). Doentio, sim, mas eu busco a cura, incessantemente.
Agora, ansiosa pela viagem de domingo. Mil providências pra tomar até lá. Ui. Delícia.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Escatologia
Primeiro eu conheci o conceito religioso de Escatologia. O estudo do final dos tempos. O outro conceito, de xixi cocô e afins, só conheci depois. Esquisito ter a mesma palavra esquisita pras duas definições.
Toma jeito!
Não tomo jeito mesmo. É tão fácil, tão fácil coordenar os horários pra fazer a shangri-lá certinha, e eu consigo descontrolar tudo. É só ver que tô emagrecendo e já começo a me sabotar. E ontem foi fogo: a Elaine trouxe ovos de páscoa que sobraram, trouxe doce de abóbora, eu nem fui almoçar. À noite fui pra um jantar estupidamente bom, com destaque absurdo pro pudim de castanhas-do-pará. Nunca comi doce melhor. Fantástico fantástico fantástico.
Mas daqui a 15 minutos tomo minha dose de água açucarada de hoje.
E a faxineira não foi ontem de novo.
E eu tô ficando ansiosa com a viagem pra Pouso Alegre. Só não posso e não quero ficar doente!
E qualquer hora produzo um texto de boa qualidade. Tô ouvindo MUITA rádio Uol. E tendo idéias. E fiz inscrição em duas oficinas (história da dramaturgia e clown), tomara que seja selecionada.
Vou me pesar logo mais e ir à 25 de Março comprar tecido. Ui.
Mas daqui a 15 minutos tomo minha dose de água açucarada de hoje.
E a faxineira não foi ontem de novo.
E eu tô ficando ansiosa com a viagem pra Pouso Alegre. Só não posso e não quero ficar doente!
E qualquer hora produzo um texto de boa qualidade. Tô ouvindo MUITA rádio Uol. E tendo idéias. E fiz inscrição em duas oficinas (história da dramaturgia e clown), tomara que seja selecionada.
Vou me pesar logo mais e ir à 25 de Março comprar tecido. Ui.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Tá. A dieta.
Ontem me descontrolei toda, não fiz a shangri-lá. Me sinto uma estúpida. Preciso ser espartana com isso, senão não rola. Vi que a academia em frente ao meu prédio é mais barata do que imaginava, e mais familiar também. Quero fazer.
Controlar o orçamento não tem sido lá muito fácil. Mas eu vou rebolando. Com vontade. Eu quero ser uma mulher que gasta de acordo com o orçamento.
Controlar o orçamento não tem sido lá muito fácil. Mas eu vou rebolando. Com vontade. Eu quero ser uma mulher que gasta de acordo com o orçamento.
Consegui!
Cheguei na hora. Tô morrendo de sono, mas cheguei. E ainda dei um tapa na casa (de novo) porque hoje a faxineira deve ir. Não tenho conseguido dormir assim que me deito, preciso ver o que é isso...
Tudo bem que chegar em casa depois de uma conversa muito promissora sobre a vida da Cia. dos Imaginários é mais estimulante do que poderia ser àquela hora da noite. Aí a mente viaja. Aí eu ligo a TV pra dar sono e a Marta Góes está no Jô falando do lançamento de um livro sobre o Alfredo Mesquita, aí tem fotos da Cacilda Becker com o Sérgio Cardoso, aí eu me emociono e custo a dormir.
Tudo bem que chegar em casa depois de uma conversa muito promissora sobre a vida da Cia. dos Imaginários é mais estimulante do que poderia ser àquela hora da noite. Aí a mente viaja. Aí eu ligo a TV pra dar sono e a Marta Góes está no Jô falando do lançamento de um livro sobre o Alfredo Mesquita, aí tem fotos da Cacilda Becker com o Sérgio Cardoso, aí eu me emociono e custo a dormir.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Não consigo chegar na hora...
- Não consigo acordar cedo.
- Perdi a hora da dentista.
- Cheguei tarde no trabalho.
- Não fui comprar tecido na 25 de março.
Tá difícil.
- Perdi a hora da dentista.
- Cheguei tarde no trabalho.
- Não fui comprar tecido na 25 de março.
Tá difícil.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Faxina
Ontem a faxineira não foi. Eu cheguei em casa com aquela expectativa de achar tudo limpo e lindo e... estava tudo sujo e desarrumado, igual. Ah, decepcionante. Ela deve ter tido um bom motivo (ontem caiu uma chuva absurda aqui), mas eu fiquei frustrada. Tão frustrada que dormi no sofá. Acordei 04h00, tomei o óleo e voltei a dormir. Hoje vou dar uma arrumada. Mas quero a faxina!
Chateada
É, eu tô chateada. Preciso confessar. Não sei bem por que tanta carência (ciúmes de amigos é coisa que sempre tive), mas eu tô naquele ponto em que ligo o meu 'foda-se' e aí sem querer o 'fodo-me' é acionado junto. Mas quero muito fugir, ir embora, começar tudo de novo.
Escrevinhações
Casal
Não era bem que estivesse com a razão. Mas agora já não queria mais parar de discutir, até provar alguma coisa que não sabia nem o que era. Os olhos dele estavam já perdidos, seus gestos eram desconectados, mas ela continuava impávida, resoluta, cheia de si. Ele buscava uma explicação, voltava a contar a história tantas vezes que ambos já haviam perdido a conta, ambos já estavam cansados mas não sabiam mais como parar. O cerne da discussão há muito havia se perdido, e o embate agora era outro. Parecia mesmo que o objetivo de ambos era agora apenas ganhar (mas ganhar o que?), levar o outro à exaustão de argumentos, turvar-lhe as idéias até o ponto de já não se saber mais qual era a história real ou a inventada a partir de toda aquela discussão vã. Ela gostava mesmo era de ver como as marcas de expressão se formavam em sua testa a cada vez em que ele levantava as sobrancelhas ao buscar uma justificativa. Gostava de ver as palmas das mãos transpirando e ele as esfregando nas coxas, secando-as na calça jeans. Gostava da forma como ele apoiava a cabeça entre as mãos, esfregava os olhos, e puxava-as em direção às têmporas, num desespero velado. Gostava era de tirá-lo do sério, simples assim. Sabia que ele não daria o braço a torcer. E tinha aprendido com ele a fazer o mesmo. Não havia motivo, sabiam que não havia. Mas não conseguiam evitar. Ela sentia o sangue queimando por dentro. Ficava, sim, alterada com toda aquela situação, embora demonstrasse pra ele que não. Fazia questão de mostrar que era tranqüilíssima calmíssima ponderadíssima. Ele acreditava. Ele, que poderia manter-se calmo, optava por sair do sério. Optava por deixá-la feliz com seu desespero. E assim, iam.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Para que fique claro:
- Se emagrecer, posso fazer fotos no Sadao.
- Se fizer fotos no Sadao, ele me encaminhará para cinco agências.
- Se fizer fotos no Sadao, posso ter um material lindo em mãos para levar nos grupos em que quero fazer teste.
- Se eu gastar muito dinheiro, não consigo pagar o tratamento dentário.
- Se não fizer o tratamento dentário, não posso fazer fotos totalmente espontâneas no Sadao.
- Se emagrecer, gasto menos com roupas 'tamanho especial'.
- Se gastar mesmo com roupas, posso gastar mais em viagens e outros presentes pra mim (como o fim da série Seinfeld).
- Se emagrecer, minha auto estima aumenta (eu me lembro MUITO BEM da última vez em que emagreci 26kg, em 2002).
- Se viajar mais e conhecer mais pessoas, tenho mais chances de encontrar alguém que goste de mim exactly like I am.
- Se for aceita em uma boa companhia teatral, posso pedir afastamento do Tribunal.
Se.
Se.
O primeiro passo tem de ser dado. Que meu 'se' não seja lacônico.
- Se fizer fotos no Sadao, ele me encaminhará para cinco agências.
- Se fizer fotos no Sadao, posso ter um material lindo em mãos para levar nos grupos em que quero fazer teste.
- Se eu gastar muito dinheiro, não consigo pagar o tratamento dentário.
- Se não fizer o tratamento dentário, não posso fazer fotos totalmente espontâneas no Sadao.
- Se emagrecer, gasto menos com roupas 'tamanho especial'.
- Se gastar mesmo com roupas, posso gastar mais em viagens e outros presentes pra mim (como o fim da série Seinfeld).
- Se emagrecer, minha auto estima aumenta (eu me lembro MUITO BEM da última vez em que emagreci 26kg, em 2002).
- Se viajar mais e conhecer mais pessoas, tenho mais chances de encontrar alguém que goste de mim exactly like I am.
- Se for aceita em uma boa companhia teatral, posso pedir afastamento do Tribunal.
Se.
Se.
O primeiro passo tem de ser dado. Que meu 'se' não seja lacônico.
Introspecções
Teve um dia em que eu mordi uma menina. Aos quatro anos. Ela era da Infância Feliz (uma creche sustentada pela minha igreja), e eu era instruída a tratar ainda melhor aquelas crianças órfãs. Mas ela se sentou no meu lugar. Eu tinha me levantado pra apontar os lápis de cor, e quando voltei ela estava lá, e não quis sair. Aí eu mordi. E aí ela saiu: ela e todo mundo que estava na mesma mesinha.
Hoje tô me sentindo assim, como se tivesse novamente mordido alguém pra que saísse da minha vida, e aí a pessoa saiu e levou meus amigos com ela. Sinto a mesma vontade de chorar de 30 anos atrás.
Essa justiça que funciona aos meus olhos e só é cada vez mais questionada por mim. Algumas pessoas sempre estarão do meu lado, nas minhas decisões. Mas eu estou mesmo pensando o que realmente vale a pena. Estou mesmo pensando em quem realmente vale a pena. Porque estou de fato cansada de tentativas.
Mas eu também preciso deixar registrado que mãos quentes que tocam meus braços frios no meio de uma peça em um semi-abraço ainda me causam dúvidas quanto ao seu real significado.
Hoje tô me sentindo assim, como se tivesse novamente mordido alguém pra que saísse da minha vida, e aí a pessoa saiu e levou meus amigos com ela. Sinto a mesma vontade de chorar de 30 anos atrás.
Essa justiça que funciona aos meus olhos e só é cada vez mais questionada por mim. Algumas pessoas sempre estarão do meu lado, nas minhas decisões. Mas eu estou mesmo pensando o que realmente vale a pena. Estou mesmo pensando em quem realmente vale a pena. Porque estou de fato cansada de tentativas.
Mas eu também preciso deixar registrado que mãos quentes que tocam meus braços frios no meio de uma peça em um semi-abraço ainda me causam dúvidas quanto ao seu real significado.
Ops!....
Desde quinta passada à noite não faço direito a Shangri-lá. E me deu mais fome, mesmo. Mas não suuuper exorbitei, embora tenha tido festa no sábado à noite.
Em compensação, até passei mal com essa menstrução hemorrágica que me acompanha na vida. Não é à toa que fico anêmica. E com um mau humor absurdo, também. Mas já passou.
Que venha a semana. Semana pré-feriado!
Em compensação, até passei mal com essa menstrução hemorrágica que me acompanha na vida. Não é à toa que fico anêmica. E com um mau humor absurdo, também. Mas já passou.
Que venha a semana. Semana pré-feriado!
sexta-feira, 11 de abril de 2008
É inchaço, é inchaço!
Balança: 104,25kg! MAS eu tô na TPM! É inchaço, juro, é inchaço!
Agora, bate uma larica da piiiiiii na TPM, viu? Aff.
Agora, bate uma larica da piiiiiii na TPM, viu? Aff.
Adolescente
É, hoje meu sobrinho torna-se um adolescente. Treze anos. Incrível. Incrível mesmo. Foi o nenê mais lindo que eu já vi (ele não tinha cara de joelho, não tinha!) e que teve um caso de certa aversão a mim no começo. Ah, como eu ficava chateada porque ele não queria ficar comigo de jeito nenhum! Chorava, gritava, e até começou a me bater (mas aí eu não deixei). Não sei o que rolou. A minha irmã dizia que, se não fosse EU a envolvida, ela acharia que teria acontecido alguma coisa (eu ter batido nele, algo assim), porque ele era bonzinho com todo mundo...
Hoje, é um grude comigo. Eu me sento num lugar e ele vem sentar colado em mim. Escolhe os lugares na mesa pra poder ficar do meu lado. E conversa sobre tudo. Sábado passado, no aniversário do pai dele, em pouco tempo de conversa me contou como se adquire diabetes, um caso de gravidez na trompa por conta de um DIU mal colocado, e de onde vem o mito de que Deus fica no céu. Isso tudo enquanto comia pratos de crepe de chocolate. Ele adora chocolate. E eu sou a tia que faz o brigadeiro preferido dele. União perfeita. Amo o Thomaz.
Hoje, é um grude comigo. Eu me sento num lugar e ele vem sentar colado em mim. Escolhe os lugares na mesa pra poder ficar do meu lado. E conversa sobre tudo. Sábado passado, no aniversário do pai dele, em pouco tempo de conversa me contou como se adquire diabetes, um caso de gravidez na trompa por conta de um DIU mal colocado, e de onde vem o mito de que Deus fica no céu. Isso tudo enquanto comia pratos de crepe de chocolate. Ele adora chocolate. E eu sou a tia que faz o brigadeiro preferido dele. União perfeita. Amo o Thomaz.
Mudança de planos...
Amanhã seria o dia em que eu terminaria a arrumação toda lá de casa (teoricamente). Só que, mãe na área, lá vou eu fazer os passeios habituais (compras na 25 de março e afins). Com isso, talvez a arrumação fique um pouco prejudicada, porque não sei se consigo dar conta de tudo no domingo. Tomara que sim. Vamos ver.
Tô com fome.
Ontem eu não tomei o óleo à noite, como tenho feito sempre, nem bebi a água açucarada em substituição. Fiquei só com metade da dose do dia, portanto. E hoje tô mais faminta. E nem é bem que esteja com fome... mas estou pensando mais em comida. Quero me pesar de novo (e tô na TPM, posso estar mais inchada).
Uma semana
Faz uma semana que criei o blog. Estou mais ausente do msn, e isso tem sido produtivo. Estou emagrecendo, e isso tem sido estimulante.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
A rádio que me faz bem
Antes eu só buscava especificamente as músicas que queria ouvir. Aí comecei a passear por uma rádio e outra, e fiquei um tempão ouvindo Ondas Latinas. Mas desde que descobri a Todos os Cantos, me apaixonei. E hoje ouvi esse especial http://radio.musica.uol.com.br/todososcantos/2008/03/28/ult4118u245.jhtm
e fiquei encantada com as histórias. A última, "Lá vem o ano novo", seguida da música Relógio, é emocionante de linda.
e fiquei encantada com as histórias. A última, "Lá vem o ano novo", seguida da música Relógio, é emocionante de linda.
Fingidores
O poeta é um fingidor. Pessoa falou, tá falado. Eu não sou poetisa (ou poeta, como se tem usado), mas também sou uma fingidora. Às vezes eu duvido um pouco de quem sou eu. Vai ver finjo tão bem que acredito piamente em mim.
Finjo desde sempre.
Aos oito anos eu fingi. Estávamos todos na casa de praia da D. Nancy e do Seu Alberto, vizinhos de S. Miguel Paulista. Foi a primeira vez em que minha família foi pra Caraguatatuba (e se apaixonou). Alugamos a edícula e lá ficamos. Em uma noite em que todo mundo conversava na sala e eu fui deixada de lado (lóóóógico que eu queria toda a atenção dos adultos pra mim), fingi que estava dormindo. Perceberam qual era meu jogo. Consegui o que queria. Começaram a cogitar (hoje sei que pra me provocar) se eu estaria mesmo dormindo ou não. Uns duvidavam, outros acreditavam... até que meu pai (que conhecia bem crianças e, principalmente, a mim), lançou o desafio: "Se ela estiver dormindo MESMO, vai levantar desse sofá imitando trenzinho, vir aqui e me dar um beijo". Eu precisava provar que estava dormindo mesmo! Meu pai recebeu o beijo de um trenzinho que andou de olhos fechados até ele e mostrou que, apesar de vir de uma fingidora, vinha primeiro de uma menina.
"Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino". I Co 13:11
Finjo desde sempre.
Aos oito anos eu fingi. Estávamos todos na casa de praia da D. Nancy e do Seu Alberto, vizinhos de S. Miguel Paulista. Foi a primeira vez em que minha família foi pra Caraguatatuba (e se apaixonou). Alugamos a edícula e lá ficamos. Em uma noite em que todo mundo conversava na sala e eu fui deixada de lado (lóóóógico que eu queria toda a atenção dos adultos pra mim), fingi que estava dormindo. Perceberam qual era meu jogo. Consegui o que queria. Começaram a cogitar (hoje sei que pra me provocar) se eu estaria mesmo dormindo ou não. Uns duvidavam, outros acreditavam... até que meu pai (que conhecia bem crianças e, principalmente, a mim), lançou o desafio: "Se ela estiver dormindo MESMO, vai levantar desse sofá imitando trenzinho, vir aqui e me dar um beijo". Eu precisava provar que estava dormindo mesmo! Meu pai recebeu o beijo de um trenzinho que andou de olhos fechados até ele e mostrou que, apesar de vir de uma fingidora, vinha primeiro de uma menina.
"Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino". I Co 13:11
E a dieta?
A dieta! Tô fazendo direitinho. Ontem me pesei e a balança estava inalterada. Os mesmos 103,35kg (tá ótimo, já é alguma coisa não engordar!). Mas ontem à noite senti muita fome. Juro que comi meia pizza quando cheguei em casa, depois do ensaio. Mas tô sem fome até agora. Já já tomo meu café da manhã (um iogurte diet e uma pacotinho daquele negócio da Marilan que nem é torrada nem é barra de cereal - e que tem gosto de nada). Mas já tô me sentindo mais magra. Ou menos gorda, mais adequadamente falando.
Viagem no fim do mês. Chiques. Pouso Alegre. Teatro Municipal. Grana. Não muita mas, finalmente, um não-prejuízo. Por duas apresentações, é um pagamento EXCELENTE, sim.
Pra memória: http://www.oangloaprova.com.br/sites/pousoalegre/
Viagem no fim do mês. Chiques. Pouso Alegre. Teatro Municipal. Grana. Não muita mas, finalmente, um não-prejuízo. Por duas apresentações, é um pagamento EXCELENTE, sim.
Pra memória: http://www.oangloaprova.com.br/sites/pousoalegre/
Mãe na área
Minha mãe em São Paulo. Adoro. Sinto falta dela por perto. Aí hoje vou dormir com ela. Nada, mas nada mesmo, igual ao colo dela... mesmo as críticas fazem bem, me fazem pensar e (agora) me põem pra frente.
Tô ouvindo agora a trilha sonora do filme "Le Dernier Caravansérail", do Théâtre du Soleil. No ano passado eu tive a oportunidade ímpar e abençoada de ver "Les Éphémères", no Sesc Belenzinho. Ariane Mnouchkine. Ela fez vento em mim ao passar afobada tentando organizar a fila dos que, como eu, não tinham conseguido comprar ingresso mas estavam lá, debaixo de chuva, empenhados em assistir de qualquer buraquinho na lona às 7 horas de espetáculo. Nunca vi nada tão lindo. Até hoje, quando pego o catálogo para folhear, me emociono.
Nós, os efêmeros. Somos nós.
Tô ouvindo agora a trilha sonora do filme "Le Dernier Caravansérail", do Théâtre du Soleil. No ano passado eu tive a oportunidade ímpar e abençoada de ver "Les Éphémères", no Sesc Belenzinho. Ariane Mnouchkine. Ela fez vento em mim ao passar afobada tentando organizar a fila dos que, como eu, não tinham conseguido comprar ingresso mas estavam lá, debaixo de chuva, empenhados em assistir de qualquer buraquinho na lona às 7 horas de espetáculo. Nunca vi nada tão lindo. Até hoje, quando pego o catálogo para folhear, me emociono.
Nós, os efêmeros. Somos nós.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Silente
Pela terceira vez tento escrever que não quero postar nada hoje. Só ficar fazendo bolinhas cênicas pro Quixote, que vai pra Pouso Alegre dia 27 no Teatro Municipal.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Música latina
Tudo bem que sou eclética (bah, palavrinha mais meia boca). Mas adoro boa música. Seja qual for: sendo boa, tô ouvindo. E agora eu fico direto ligada na Rádio Uol, programa Ondas Latinas apresentado pelo José Simão. Delícia delícia delícia. O problema é que me dá vontade de comer burrito e taco! Rá! Rá! Rá!
Hoje é dia...
...de sessão de psicanálise. Adoro. A cura pela fala... não poderia ser melhor. Muito embora seja difícil, bem difícil, as palavras fluírem com facilidade. Às vezes eu falo sem parar e aí me calo em seguida. Fico lá, perdida nos meus pensamentos. Até que a voz da Sílvia me chama de volta.
Quando o passado nos prende e nos arrasta, nós perdemos a capacidade de enxergar o futuro.
Em 2002 eu ouvi um sermão que tinha esse tema. O texto bíblico que serviu de inspiração foi Lucas 24: 13-25. E isso fica martelando na minha cabeça, vira e mexe. Por questões do dia-a-dia, mesmo. Por tentar entender qual o motivo que me faz ter saudade de alguém ou algo que me fez mal no passado. Mais mal do que bem. E, por conta disso, deixo de aproveitar o que a vida me traz hoje. Porque tenho saudade 'dos melões do Egito'. Essa expressão é lembrança de outro sermão também, mas não me lembro do texto base. Algo ali em Êxodo, certeza! Dizia do quanto o povo de Israel se lamentava quando estava sob o comando de Moisés, no deserto, rumo à Terra Prometida. Tinham saudades do tempo em que eram escravos no Egito, e comiam fartamente na terra do Faraó. Preferiam ser escravos. Liberdade é muito bom, mas é preciso saber valorizar. Senão, corre-se o risco de sentir saudade de um tempo que já deveria ter recebido dez pragas, pelo menos.
Escrevinhações
Papelzinho
Metrô vazio. Uma ou outra pessoa, aqui e ali, esparsas pelo vagão. Já tão tarde não há conversas animadas, nem mesmo os estudantes. Todos já foram embora. E o moço ali, sentado à janela, apoiado no vidro, pacote indecifrável em sacola plástica no colo. Olha seu reflexo no vidro, vê a barba já por fazer ao fim do dia, e pensa. Não se pode saber qual é o pensamento. Pode-se saber que é casado. A mão esquerda segurando o pacote traz uma pálida aliança dourada. Os olhos estão assim nem abertos, nem fechados. Vez por outra, ele cutuca um canto ou outro do rosto, vira-se para olhar-se de outro ângulo, e volta à posição inicial. Não há aparente vaidade. A camisa tem punhos e golas puídos e seu azul todo é desbotado. A costura do bolso já cedeu ao muito uso, e mostra pela transparência um punhado de documentos ali. Um pedaço de papel insiste em não ficar bem acomodado, e ele tem o cacoete de ajeitar o papel a todo instante. Olha-se no vidro, cutuca o rosto, volta a ficar na mesma posição inerte do começo. Ajeita o papel. Inerte novamente. E assim passam-se as estações. Mesmo a gravação com o anúncio dos nomes das estações está fora da ordem, sendo dita com atraso, mas ninguém ali se importa. Tampouco o homem. As portas se abrem nas estações, mas mal há movimento. Todos seguem para a estação principal, para fazer ainda outra baldeação e continuar em outro trem. O homem fecha os olhos por um instante, e ainda assim ajeita o papel no bolso. Suspira fundo, passa a mão pelo rosto todo, como se não soubesse se quer dormir ou despertar. Abre os olhos lentamente, e dá uma olhadela para a moça ao lado, concentrada na leitura de uma revista. Volta a se encostar no vidro, fecha os olhos, ajeita o indisciplinado papelzinho, faz um movimento com a boca como se mastigasse algo invisível, e queda-se inerte.
Meu primeiro conto
Meu primeiro conto eu nunca terminei. Comecei aos sete anos. Mas aí já estava tarde, e minha mãe pediu que eu fosse dormir e continuasse no dia seguinte. Morre de remorso por isso, já que nunca mais consegui continuar a escrever a história de Patrisia. É, a heroína se chamava Patrisia. O narrador era o Tio João. Veja só. Qualquer hora pego esse caderninho lá em casa e transcrevo aqui o que foi feito lá.
Pensei nisso agora porque há algo de pusilânime em mim que, paradoxalmente, é muito persistente. Este deve ser o terceiro ou quarto blog que começo. Mas agora eu quero dar continuidade ao que começo. E um dia por semana dedicarei a criar um conto. Ou algo assim.
Pensei nisso agora porque há algo de pusilânime em mim que, paradoxalmente, é muito persistente. Este deve ser o terceiro ou quarto blog que começo. Mas agora eu quero dar continuidade ao que começo. E um dia por semana dedicarei a criar um conto. Ou algo assim.
Ficar sem fome é até esquisito...
Estou comendo por obrigação. Porque sei que preciso. Faço lá a minha suplementação nos alimentos (com farinha de linhaça e soja, ou quinua) e como o mínimo do mínimo. Não sinto falta. Impressionante mesmo.
Eu achei que não encararia tomar óleo puro. Blargh. Mas na verdade, não tenho visto problema algum nisso. Muito pelo contrário. Como meço com a seringa os 15ml (são 30ml por dia), já jogo direto e engulo sem dó. Vale a pena. Pow. 2,55kg em 3 dias. Pow.
Eu achei que não encararia tomar óleo puro. Blargh. Mas na verdade, não tenho visto problema algum nisso. Muito pelo contrário. Como meço com a seringa os 15ml (são 30ml por dia), já jogo direto e engulo sem dó. Vale a pena. Pow. 2,55kg em 3 dias. Pow.
Eu não tenho carro
Qualquer compra que é simples para alguém que tenha carro é uma aventura para quem não tem. Eu já fico em parafuso se saio do supermercado com três bandejas de iogurte. Pegar ônibus com sacolas a mais (ainda mais sendo gorda, que já recebe olhar atravessado só por existir) é um ato de coragem.
Ontem eu fui muito, mas muito ousada: comprei duas caixas ENORMES na Kalunga. Dessas de arquivar documentos, tal. Não satisfeita, peguei ônibus no centro da cidade com direção à Vila Madalena por volta de 18h00. Estou muito expert no assunto. Consegui ficar em um canto sem incomodar muita gente, apesar de eu mesma ter ficado incomodada o percurso todo (quase uma hora). Mas, como agora eu quero organizar minha casa, valeu o sacrifício.
Ontem eu fui muito, mas muito ousada: comprei duas caixas ENORMES na Kalunga. Dessas de arquivar documentos, tal. Não satisfeita, peguei ônibus no centro da cidade com direção à Vila Madalena por volta de 18h00. Estou muito expert no assunto. Consegui ficar em um canto sem incomodar muita gente, apesar de eu mesma ter ficado incomodada o percurso todo (quase uma hora). Mas, como agora eu quero organizar minha casa, valeu o sacrifício.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Cranberries
Eu antes só conhecia a fruta. De ouvir falar, claro. Não que eu a encontrasse aqui na nossa terra tropical. Depois, o grupo musical estourou, passei a conhecer umas músicas deles também. Aí a minha irmã Raquel me deu uma edição especial da Seleções, com enfoque em alimentação, e falava-se do suco da frutinha aí. Que era ótimo, baixa caloria, tal. Quinta-feira passada comprei uma caixinha do suco pronto. 20 calorias em 200ml. Excelente. O suco é meio amargo... mas tem quantidade mais do que suficiente de vitamina C para um dia todo. Sério. Ultrapassa tudo o que preciso pra um dia. O preço também é meio amargo... mais de R$ 3,00. Mas é a vantagem de se ser solteira, sem filhos, e morar sozinha. Vez por outra, pode rolar.
Ainda na família das 'berries', comprei também blueberry, que demorei pra atinar que é o tal do mirtilo. Azedinho, delícia. Mas por R$ 69,00 o quilo, quem merece? Esse eu comprei só pra ver como era, mesmo. É bom. Quando o preço for mais justo, eu compro de novo.
Ainda na família das 'berries', comprei também blueberry, que demorei pra atinar que é o tal do mirtilo. Azedinho, delícia. Mas por R$ 69,00 o quilo, quem merece? Esse eu comprei só pra ver como era, mesmo. É bom. Quando o preço for mais justo, eu compro de novo.
Almoço com as estrelas
Gosto de variar as companhias no almoço. Hoje almocei com o Gláucio Santiago. Curto muito. Almoço vegetariano, tal... e conversa das melhores.
Como diria Gogô, meu querido personagem de Esperando Godot: "Deus, tenha piedade de mim"!
Como diria Gogô, meu querido personagem de Esperando Godot: "Deus, tenha piedade de mim"!
Eu me lembro que... (2)
Sempre gostei de suco de laranja. Mas, COADO. Minha mãe sempre foi meio natureba antes mesmo de qualquer alarde a respeito disso. Ela foi a primeira ecologista que conheci. Do tipo que guardava os palitos de fósforo pra reacender as bocas do fogão. E minha mãe fazia um suco de laranja delicioso, mas não coava. Lógico: quanto mais fibras (que ela chamava de bucha), melhor! Eu começava a reclamar... Então, minha mãe punha o copo de suco à minha frente e dizia: SEM FANIQUITO! E eu recomeçava a reclamar, porque via que havia vários faniquitos ali boiando... Até eu entender que faniquito era a minha reclamação e não os gominhos da laranja, levou um tempo.
2,55kg
Como é que eu fui emagrecer TANTO em um final de semana?
Pois é. Pesei-me agora, mesma balança, mesmo horário, tal. 103,35kg. Impressionante. Na sexta eu só trazia comigo uma blusa de lã a mais. Sabe, mesmo considerando que a blusa pese absurdos 1000g. Eu teria emagrecido demais, de qualquer forma!
Tudo bem que tô me alimentando de modo bem saudável. Mas comi doce-de-leite e creme-de-leite no sábado e no domingo!
Eu não sou cientista. Mal e mal, sou artista. Mas eu ficava encafifada com uma coisa: meu corpo há muito tempo resolveu entender que o peso ideal pra ele é algo em torno de 103kg. Pouca variação em torno disso. Aí eu me perguntava por que raios ele não regulava esse peso aí pra uns 70kg pra eu ficar bem feliz? O Seth Roberts pensou igual. Mas ele é cientista, psicólogo, umas paradas aí. Então ele teve a resposta, escreveu o livro, eu comprei, li, e eis-me aqui radiante.
Tô começando a achar que a parada é mesmo milagrosa. God save Seth Roberts.
Pois é. Pesei-me agora, mesma balança, mesmo horário, tal. 103,35kg. Impressionante. Na sexta eu só trazia comigo uma blusa de lã a mais. Sabe, mesmo considerando que a blusa pese absurdos 1000g. Eu teria emagrecido demais, de qualquer forma!
Tudo bem que tô me alimentando de modo bem saudável. Mas comi doce-de-leite e creme-de-leite no sábado e no domingo!
Eu não sou cientista. Mal e mal, sou artista. Mas eu ficava encafifada com uma coisa: meu corpo há muito tempo resolveu entender que o peso ideal pra ele é algo em torno de 103kg. Pouca variação em torno disso. Aí eu me perguntava por que raios ele não regulava esse peso aí pra uns 70kg pra eu ficar bem feliz? O Seth Roberts pensou igual. Mas ele é cientista, psicólogo, umas paradas aí. Então ele teve a resposta, escreveu o livro, eu comprei, li, e eis-me aqui radiante.
Tô começando a achar que a parada é mesmo milagrosa. God save Seth Roberts.
Eu me lembro que...
Há muito quero registrar algumas memórias da infância aqui. E também algumas histórias que eu ouvi através do meu pai, da minha mãe, dos meus irmãos.
Eu me lembro que sempre fui muito adepta das rotinas. Queria tudo no mesmo horário, sempre. Hora de tomar banho. Hora de tomar a mamadeira (eu mamei até os seis anos). Hora de contar história. Hora de ver desenho. Gostava da minha rotina, de tudo certinho...
Porém, o caos se instalava quando eu ficava aos cuidados dos meus irmãos mais velhos. Keila e Jetro. Eu devia ter por volta de quatro anos de idade. Eles, 20 e 18, mais ou menos. Era bem divertido ficar com eles e só (quando meus pais viajavam, ou passavam o dia fora em algum evento da igreja). Mas, algumas coisas da minha rotina mudavam... umas me deixavam bem feliz, outras, nem tanto. A primeira mudança era no almoço: comíamos LANCHE! Ah, que delícia. O sabor é inesquecível e inigualável. Sanduíche de sardinha com tomate, alface, maionese. E, provavelmente, algum ingrediente secreto que até hoje me impede de voltar a comer o mesmo sanduíche. Por mais que eu me esforce, não fica igual. As tarefas eram divididas. A mim, cabia ir até o depósito da Antarctica, ao lado de casa, comprar guaranás pra gente. Nada diet. Nada de plástico. Aquelas garrafas marrons, vidro escuro, rótulo grudado com cola que saía quando a gente colocava no congelador. Fantástico. Outra quebra na rotina: almoçávamos no sofá, no chão da sala. Nada de mesa posta. Nada de copa. E, de quebra, assistíamos TV. Geralmente, Star Trek. Eu não entendia nada... mas ficava o tempo todo tentando fazer o cumprimento deles... e nunca consegui. Até hoje não consigo. Meus irmãos faziam isso facilmente. E com isso a gente perdia a noção do tempo... e meu horário de tomar banho geralmente era esquecido. Minha mãe sabia fazer isso muito bem. Meu horário de tomar banho era logo após o Sítio do Pica-pau amarelo. Era o tempo justo de tomar banho, vestir o pijama - e houve um dia em que tomei banho bem mais cedo do que o horário usual do fim da tarde, mas mesmo assim vesti o pijama, por volta de duas da tarde - , e voltar pra assistir Popeye. Eu adorava o Popeye. Como muitas crianças, eu pedia pra comer espinafre influenciada por ele (ah, que decepção...). Meus irmãos nem deveriam saber que eu tinha uma hora exata pra tomar banho. E na minha cabeça, funcionava assim: se passou a hora do banho, nada mais pode ser feito. A solução só viria no dia seguinte. Na cabeça deles, não. Hora do banho é hora do banho. E resolveram me dar banho no intervalo do Popeye... eu sabia que não daria tempo, mas fui com fé de que daria. Confesso que não fui com boa vontade. Fui chorando, esperneando, argumentando que não era hora do banho, era hora do Popeye. Mas fui voto vencido. Sob o chuveiro, já ao final do banho (e eles estavam fazendo um esforço enorme pra que fosse bem rápido e eu não perdesse meu desenho preferido), veio o comentário: Calma, você só perdeu UM desenho. Voltei a gritar... não podia acreditar que tivesse perdido um desenho! Achei que o banho só demoraria mesmo o tempo do intervalo. Voltei, emburrada, vi mais um desenho, e aí acabou. Fiquei emburrada até dormir.
Até hoje sou meio assim. Algumas coisas são difíceis de se mudar.
Eu me lembro que sempre fui muito adepta das rotinas. Queria tudo no mesmo horário, sempre. Hora de tomar banho. Hora de tomar a mamadeira (eu mamei até os seis anos). Hora de contar história. Hora de ver desenho. Gostava da minha rotina, de tudo certinho...
Porém, o caos se instalava quando eu ficava aos cuidados dos meus irmãos mais velhos. Keila e Jetro. Eu devia ter por volta de quatro anos de idade. Eles, 20 e 18, mais ou menos. Era bem divertido ficar com eles e só (quando meus pais viajavam, ou passavam o dia fora em algum evento da igreja). Mas, algumas coisas da minha rotina mudavam... umas me deixavam bem feliz, outras, nem tanto. A primeira mudança era no almoço: comíamos LANCHE! Ah, que delícia. O sabor é inesquecível e inigualável. Sanduíche de sardinha com tomate, alface, maionese. E, provavelmente, algum ingrediente secreto que até hoje me impede de voltar a comer o mesmo sanduíche. Por mais que eu me esforce, não fica igual. As tarefas eram divididas. A mim, cabia ir até o depósito da Antarctica, ao lado de casa, comprar guaranás pra gente. Nada diet. Nada de plástico. Aquelas garrafas marrons, vidro escuro, rótulo grudado com cola que saía quando a gente colocava no congelador. Fantástico. Outra quebra na rotina: almoçávamos no sofá, no chão da sala. Nada de mesa posta. Nada de copa. E, de quebra, assistíamos TV. Geralmente, Star Trek. Eu não entendia nada... mas ficava o tempo todo tentando fazer o cumprimento deles... e nunca consegui. Até hoje não consigo. Meus irmãos faziam isso facilmente. E com isso a gente perdia a noção do tempo... e meu horário de tomar banho geralmente era esquecido. Minha mãe sabia fazer isso muito bem. Meu horário de tomar banho era logo após o Sítio do Pica-pau amarelo. Era o tempo justo de tomar banho, vestir o pijama - e houve um dia em que tomei banho bem mais cedo do que o horário usual do fim da tarde, mas mesmo assim vesti o pijama, por volta de duas da tarde - , e voltar pra assistir Popeye. Eu adorava o Popeye. Como muitas crianças, eu pedia pra comer espinafre influenciada por ele (ah, que decepção...). Meus irmãos nem deveriam saber que eu tinha uma hora exata pra tomar banho. E na minha cabeça, funcionava assim: se passou a hora do banho, nada mais pode ser feito. A solução só viria no dia seguinte. Na cabeça deles, não. Hora do banho é hora do banho. E resolveram me dar banho no intervalo do Popeye... eu sabia que não daria tempo, mas fui com fé de que daria. Confesso que não fui com boa vontade. Fui chorando, esperneando, argumentando que não era hora do banho, era hora do Popeye. Mas fui voto vencido. Sob o chuveiro, já ao final do banho (e eles estavam fazendo um esforço enorme pra que fosse bem rápido e eu não perdesse meu desenho preferido), veio o comentário: Calma, você só perdeu UM desenho. Voltei a gritar... não podia acreditar que tivesse perdido um desenho! Achei que o banho só demoraria mesmo o tempo do intervalo. Voltei, emburrada, vi mais um desenho, e aí acabou. Fiquei emburrada até dormir.
Até hoje sou meio assim. Algumas coisas são difíceis de se mudar.
Ah, isso de escrever todos os dias...
Eu tenho vontade, mas acho meio sacal isso de escrever todos os dias. Ainda mais que é sobre mim. Coisa mais egóica, credo. Tudo bem que ninguém lê isso (espero, espero muito!), mas me causa um certo incômodo. Mas eu sei que isso é um exercício bom pra mim. Para que eu não me disperse. Para que eu use parte do meu tempo para refletir sobre o que tenho feito com ela.
Devo dizer que fui muito disciplinada no quesito Dieta Shangri-lá durante o final de semana todo. E é verdade: a ingestão da água com açúcar e do óleo de canola é mesmo miraculosa. Não sinto fome. Tenho comido porque, como já disse, a reeducação alimentar faz parte. E dá-lhe quinua, mirtilo, soja, linhaça. Tô bem feliz com isso.
Sexta-feira, depois do ensaio tenso, acabei indo dormir umas 05h00. Foi ruim porque no sábado acordei muito tarde, e acabei não fazendo o que tinha planejado (comprar caixas na Kalunga, levar a câmera digital na assistência...). À noite fui ao aniversário do Ary, comi vários crepes, fiquei feliz em família. Reencontrei o Baby, depois de uns 15 ou 20 anos sem vê-lo. Meu professor de natação da 7ª série. Tem lembranças que, mesmo ruins, fazem bem. O Baby falou de quanto odiava o Mack, e eu tb falei isso pra ele... enfim, sobrevivemos.
Estou sem fome. Que beleza. God save Seth Roberts.
Devo dizer que fui muito disciplinada no quesito Dieta Shangri-lá durante o final de semana todo. E é verdade: a ingestão da água com açúcar e do óleo de canola é mesmo miraculosa. Não sinto fome. Tenho comido porque, como já disse, a reeducação alimentar faz parte. E dá-lhe quinua, mirtilo, soja, linhaça. Tô bem feliz com isso.
Sexta-feira, depois do ensaio tenso, acabei indo dormir umas 05h00. Foi ruim porque no sábado acordei muito tarde, e acabei não fazendo o que tinha planejado (comprar caixas na Kalunga, levar a câmera digital na assistência...). À noite fui ao aniversário do Ary, comi vários crepes, fiquei feliz em família. Reencontrei o Baby, depois de uns 15 ou 20 anos sem vê-lo. Meu professor de natação da 7ª série. Tem lembranças que, mesmo ruins, fazem bem. O Baby falou de quanto odiava o Mack, e eu tb falei isso pra ele... enfim, sobrevivemos.
Estou sem fome. Que beleza. God save Seth Roberts.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Agora eu quero emagrecer
Comecei um combinado de dietas na segunda passada. Lógico. Segunda-feira.
Dieta das calorias inteligentes. Já fiz há pouco mais de um ano, e acho excelente, porque na verdade é reeducação alimentar e não há restrições. E confesso que fiquei bem mais educada nesse tempo, mesmo. O que me enche é ficar fazendo aquelas mil anotações, contando Ks, bolinhas coloridas... aff.
Mas, é o preço que se paga. Eu consigo, por exemplo, fazer um almoço suuuper leve no restaurante vegetariano e sair de lá suuuper feliz. Quatro horas depois, estou com uma suuuper vontade de comer doce, aí estraga tudo.
Combinado a isso, lá vou eu pra Dieta Shangri-lá. Aqui cabe uma confissão: quando a li a chamada na capa de uma revista qualquer (Dieta da água com açúcar), ri sozinha. Aí, uma amiga me falou algo sobre, resolvi dar uma lida. Soube que existia um livro. Comprei-o. Agora, cá estou limpando a testa e fazendo a dieta. Não me pesei no início da semana, então ainda não tenho noção do que aconteceu (fecharam a farmácia onde eu me pesava, fiquei meio sem rumo).
Peso de hoje, uma sexta-feira cinzenta em São Paulo: 105,9kg. Ufa. Ainda bem que não são 106kg. Já pensou?
Dieta das calorias inteligentes. Já fiz há pouco mais de um ano, e acho excelente, porque na verdade é reeducação alimentar e não há restrições. E confesso que fiquei bem mais educada nesse tempo, mesmo. O que me enche é ficar fazendo aquelas mil anotações, contando Ks, bolinhas coloridas... aff.
Mas, é o preço que se paga. Eu consigo, por exemplo, fazer um almoço suuuper leve no restaurante vegetariano e sair de lá suuuper feliz. Quatro horas depois, estou com uma suuuper vontade de comer doce, aí estraga tudo.
Combinado a isso, lá vou eu pra Dieta Shangri-lá. Aqui cabe uma confissão: quando a li a chamada na capa de uma revista qualquer (Dieta da água com açúcar), ri sozinha. Aí, uma amiga me falou algo sobre, resolvi dar uma lida. Soube que existia um livro. Comprei-o. Agora, cá estou limpando a testa e fazendo a dieta. Não me pesei no início da semana, então ainda não tenho noção do que aconteceu (fecharam a farmácia onde eu me pesava, fiquei meio sem rumo).
Peso de hoje, uma sexta-feira cinzenta em São Paulo: 105,9kg. Ufa. Ainda bem que não são 106kg. Já pensou?
Quereres
- Quero minha casa arrumada o tempo todo (sem neuras, sem crises... posso deixar a cama desarrumada sem maiores traumas. Mas quero um lugar pra cada coisa)
- Quero ler muito mais do que ando lendo (e pra isso é preciso organizar melhor o meu tempo, deixar de conversas fúteis e desnecessárias - mesmo que sejam, à primeira vista, deliciosas -, ter mais concentração e não ficar à deriva na cyber maré).
- Quero me alimentar muito melhor.
- Quero achar o exercício físico que me dá prazer, que não parece uma tortura, um sacrifício.
- Quero ter mais tempo pra mim.
- Quero ter mais tempo pra minha família.
- Quero ter mais tempo para os outros (e creio seriamente que esses outros serão crianças com quem vou trabalhar com teatro, de alguma forma).
- Quero ser uma atriz melhor.
- Quero ter uma vida espiritual que dê mais do que receba.
- Quero ter uma vida financeira organizada (e aí então me permitir fazer algumas coisas de que gosto tanto).
- Quero emagrecer algo em torno de 30kg.
- Quero me tornar uma pessoa melhor.
- Quero acrescentar ou tirar ítens desta lista. O motivo está na frase do Gandhi, abaixo:
"Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível" [Mahatma Gandhi].
- Quero ler muito mais do que ando lendo (e pra isso é preciso organizar melhor o meu tempo, deixar de conversas fúteis e desnecessárias - mesmo que sejam, à primeira vista, deliciosas -, ter mais concentração e não ficar à deriva na cyber maré).
- Quero me alimentar muito melhor.
- Quero achar o exercício físico que me dá prazer, que não parece uma tortura, um sacrifício.
- Quero ter mais tempo pra mim.
- Quero ter mais tempo pra minha família.
- Quero ter mais tempo para os outros (e creio seriamente que esses outros serão crianças com quem vou trabalhar com teatro, de alguma forma).
- Quero ser uma atriz melhor.
- Quero ter uma vida espiritual que dê mais do que receba.
- Quero ter uma vida financeira organizada (e aí então me permitir fazer algumas coisas de que gosto tanto).
- Quero emagrecer algo em torno de 30kg.
- Quero me tornar uma pessoa melhor.
- Quero acrescentar ou tirar ítens desta lista. O motivo está na frase do Gandhi, abaixo:
"Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível" [Mahatma Gandhi].
Hoje já é o quinto dia.
Porque chega um dia em que não dá mais. Porque chega um dia em que passa a existir a convicção de que algo deve ser mudado. Porque chega um dia em que, simplesmente, passa-se a querer e pronto. Agora eu quero.
Assinar:
Postagens (Atom)


