Não, minha vida não tem sido só o Joy nos últimos tempos, embora ele tenha ocupado boa parte dela, e eu estou completamente feliz com isso.
Mas só pra registrar: aí do lado tem dois planinhos de metas, que estão difíceis de alcançar, mas não impossíveis. Continuo na luta. É isso.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Joke - parte 2
E a saudade do Joy, agora que estamos há mais de um mês distantes, faz com que a vontade de voltar a escrever sobre ele vença a indisciplina.
E chegamos ao hotel. Alameda Casabranca, pertinho do Parque Trianon. Sim, porque ele me pediu um lugar "com bastante verde", e eu não pude deixar de achar graça em um pedido desses em plena selva de pedra. Confesso que logo de cara eu já o sentia tão próximo, tão íntimo, que me arrependi de ter pedido que ele ficasse em um hotel. Queria tê-lo levado pra casa, tê-lo recebido já no meu lar. O plano era deixá-lo dormindo ali na primeira noite, descansando das 15 horas de viagem. Eu dormiria em casa e iria cedo tomar café-da-manhã com ele, antes do city tour de sábado. Bom, eu disse que o plano ERA esse. Depois de chegarmos ao hotel, e vermos o quanto o beijo do outro era bom, o toque, o cheiro, o gosto... eu já estava achando muito difícil ir pra casa. E ele me encheu de presentes: roupas, perfume, relógio e uma mala inteira cheia de... chocolates! Especialmente Kit Kat, que foi a única coisa que pedi pra ele trazer pra mim. E a gente trocava presentes, se beijava. Conversava um pouco, se beijava. Tomava água, se beijava... ai, ai. E eu aflita, porque estava num momento muito Bridget Jones: pra ficar linda no vestido que usei, pus por baixo um modelador daqueles BEM FEIOS, tipo shortinho. E não queria que mais ninguém tivesse que olhar praquilo. E o Joy não se conformava quando eu dizia que iria dormir em casa. E eu fiquei mesmo com dó de deixá-lo ali, sozinho, depois de ter viajado tanto tempo pra... ficar comigo! Olhei as horas... dava tempo de ir pra casa e voltar. E foi isso que fiz: deixei o Joy ali, deitadinho, cansadíssimo, e corri pra casa. Troquei de roupa, tive a cara de pau de levar um pijama beeem presbiteriano, e voltei. E a sensação toda do trajeto era meio de sonho. Eu mal acreditava que o Joy estava aqui, no Brasil. E que eu estava indo passar uma noite toda com ele. Sabia que ele dormiria direto, que estava muito cansado... mas só o fato de dormir ao lado dele já me deixava nas nuvens. O meu celular não parava de receber mensagens de amigos e família, perguntando se estava tudo bem. E eu mal respondia, não conseguia. Estava eufórica demais pra conseguir digitar uma mensagem de texto. Desci aquela rua por trás do Parque Trianon apesar do medo, já que ali é um lugar de prostituição, e nunca se sabe, né? Bom... cheguei no hotel. Lobby já apagado, fiquei perdida procurando o elevador, até que um funcionário me ajudou. Ao entrar no quarto, vi que o Joy não havia se movido um centímetro, tal o cansaço. Estava deitadinho na mesma posição, ainda com a calça jeans e tudo. Só a luz do abajur estava acesa, e assim ficou. Tirei minha roupinha e vesti o pijama presbiteriano. Fiquei por muito tempo olhando pra ele, incrédula, sentada na poltrona ao lado da cama. Comi um mini Kit Kat, dos que ele havia me trazido. Fui ao banheiro, xixi, escovei os dentes. E nada dele se mexer. Deitei na cama, longe dele. A cama era MUITO grande. E fiquei olhando praquele homem, pensando em tudo o que já tinha acontecido entre a gente, tudo de bom e de ruim, e me dei conta de que agora ele estava ali, bem ali. Era só estender meu braço que eu tocaria nele. E mal cabia em mim de felicidade. Agradeci a Deus porque ele estava ali, porque tudo estava tão ótimo. E me encaixei nele, como uma conchinha. E aí ele acordou. E aí eu não conto mais. :)
E chegamos ao hotel. Alameda Casabranca, pertinho do Parque Trianon. Sim, porque ele me pediu um lugar "com bastante verde", e eu não pude deixar de achar graça em um pedido desses em plena selva de pedra. Confesso que logo de cara eu já o sentia tão próximo, tão íntimo, que me arrependi de ter pedido que ele ficasse em um hotel. Queria tê-lo levado pra casa, tê-lo recebido já no meu lar. O plano era deixá-lo dormindo ali na primeira noite, descansando das 15 horas de viagem. Eu dormiria em casa e iria cedo tomar café-da-manhã com ele, antes do city tour de sábado. Bom, eu disse que o plano ERA esse. Depois de chegarmos ao hotel, e vermos o quanto o beijo do outro era bom, o toque, o cheiro, o gosto... eu já estava achando muito difícil ir pra casa. E ele me encheu de presentes: roupas, perfume, relógio e uma mala inteira cheia de... chocolates! Especialmente Kit Kat, que foi a única coisa que pedi pra ele trazer pra mim. E a gente trocava presentes, se beijava. Conversava um pouco, se beijava. Tomava água, se beijava... ai, ai. E eu aflita, porque estava num momento muito Bridget Jones: pra ficar linda no vestido que usei, pus por baixo um modelador daqueles BEM FEIOS, tipo shortinho. E não queria que mais ninguém tivesse que olhar praquilo. E o Joy não se conformava quando eu dizia que iria dormir em casa. E eu fiquei mesmo com dó de deixá-lo ali, sozinho, depois de ter viajado tanto tempo pra... ficar comigo! Olhei as horas... dava tempo de ir pra casa e voltar. E foi isso que fiz: deixei o Joy ali, deitadinho, cansadíssimo, e corri pra casa. Troquei de roupa, tive a cara de pau de levar um pijama beeem presbiteriano, e voltei. E a sensação toda do trajeto era meio de sonho. Eu mal acreditava que o Joy estava aqui, no Brasil. E que eu estava indo passar uma noite toda com ele. Sabia que ele dormiria direto, que estava muito cansado... mas só o fato de dormir ao lado dele já me deixava nas nuvens. O meu celular não parava de receber mensagens de amigos e família, perguntando se estava tudo bem. E eu mal respondia, não conseguia. Estava eufórica demais pra conseguir digitar uma mensagem de texto. Desci aquela rua por trás do Parque Trianon apesar do medo, já que ali é um lugar de prostituição, e nunca se sabe, né? Bom... cheguei no hotel. Lobby já apagado, fiquei perdida procurando o elevador, até que um funcionário me ajudou. Ao entrar no quarto, vi que o Joy não havia se movido um centímetro, tal o cansaço. Estava deitadinho na mesma posição, ainda com a calça jeans e tudo. Só a luz do abajur estava acesa, e assim ficou. Tirei minha roupinha e vesti o pijama presbiteriano. Fiquei por muito tempo olhando pra ele, incrédula, sentada na poltrona ao lado da cama. Comi um mini Kit Kat, dos que ele havia me trazido. Fui ao banheiro, xixi, escovei os dentes. E nada dele se mexer. Deitei na cama, longe dele. A cama era MUITO grande. E fiquei olhando praquele homem, pensando em tudo o que já tinha acontecido entre a gente, tudo de bom e de ruim, e me dei conta de que agora ele estava ali, bem ali. Era só estender meu braço que eu tocaria nele. E mal cabia em mim de felicidade. Agradeci a Deus porque ele estava ali, porque tudo estava tão ótimo. E me encaixei nele, como uma conchinha. E aí ele acordou. E aí eu não conto mais. :)
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Joke - parte 1
Eu preciso escrever, sabe?
Queria ter escrito um diário da viagem. Mas não fiz isso. E me lembrei da Zélia Gattai, que disse uma vez que nunca anotava nada antes de transformar as memórias em livros. "Senão, não são memórias, ora", disse ela. Concordo. E como não pretendo escrever um livro, e mal dou conta de escrever um blog, puxo agora da memória pra começar a saga que tem sido essas mudanças todas em minha vida.
14 de agosto, 18h35min. Era essa a hora prevista pra chegada do voo do Joy em São Paulo. Eu já havia deixado tudo arrumado em casa: mala pronta, tudo no seu lugar, cafezinho no jeito pra quando ele aparecesse no dia seguinte... E lá cheguei ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. Tensa com o trânsito carregado que peguei até lá (sem falar em um ônibus, três metrôs e outro ônibus), corri pra olhar o painel de chegadas. Voo 261 já aparecia lá. Previsão de pouso: 7 minutos. Sete minutos. Pra quem esperou sete anos, isso era nada.
Fui ao banheiro, chequei maquiagem, sorriso, fiz xixi. Fiquei pronta. Comprei uma água, bebi lentamente. Continuei a olhar o painel, já sentindo a tensão nos ombros. Avião em terra. Desembarcando. Respirei fundo e... plantei-me em frente ao portão de desembarque. Pensei no lugar em que ficaria a esperar por ele. Achei justo que tivesse um ângulo de visão privilegiado para ambos. Não ficaria escondida. Ficaria bem à vista, esperando pelo olhar dele a me reconhecer. E esperei.
E esperei.
E esperei.
E esperei, pacientemente. Pensei, algumas vezes: "E se eu não o reconhecer? E se todos que estiverem no voo, indianos, forem parecidissimos e eu me confundir? E SE ELE NÃO VIER?"
E assim, esperando, ansiando, tremendo, olhando sem parar para todos os movimentos no portão, fiquei por uma hora. Não resisti e liguei pra Keila. Estava muito sozinha ali. Falei que ele estava demorando pra aparecer. Que eu não esperava mais. Que estava dif... PERAÍ QUE É ELE TCHAU.
E aí eu o vi. Mesmo rosto sereno que conheci na webcam. A ginga do andar, que eu não conhecia, vi ali. O olhar pra mim, vi em seguida, quando os olhos dele acharam os meus. E veio direto até mim, sem titubear. E nos abraçamos, longa e fortemente. E senti a pele dele, o cheiro dele, a respiração dele. E o beijo dele. Um selinho, como convém em público. E percebi que ele, o Joy, estava ali. Ao meu alcance.
E foi só um reconhecimento. Já nos conhecíamos há tanto, já nos esperávamos há tanto, que só alguns detalhes nos surpreendiam. "Você não é tão alta quanto eu pensava", disse ele. "Você não está tão barrigudo quanto eu pensava", disse eu. E conversamos, meio timidamente. E compramos um chip brasileiro pra ele. E trocamos dólares por reais. E fomos para o táxi. E trocamos livros no táxi. De mim, ele ganhou "Como falar quase tudo em português". Dele, ganhei "Real love in marriage". Nem preciso dizer como fiquei confusa com o presente... tão cedo, tão sério. Tão bom.
E assim, ele foi sendo apresentado ao Brasil, a São Paulo, a mim. Aos poucos. Mas bem intensamente.
Queria ter escrito um diário da viagem. Mas não fiz isso. E me lembrei da Zélia Gattai, que disse uma vez que nunca anotava nada antes de transformar as memórias em livros. "Senão, não são memórias, ora", disse ela. Concordo. E como não pretendo escrever um livro, e mal dou conta de escrever um blog, puxo agora da memória pra começar a saga que tem sido essas mudanças todas em minha vida.
14 de agosto, 18h35min. Era essa a hora prevista pra chegada do voo do Joy em São Paulo. Eu já havia deixado tudo arrumado em casa: mala pronta, tudo no seu lugar, cafezinho no jeito pra quando ele aparecesse no dia seguinte... E lá cheguei ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. Tensa com o trânsito carregado que peguei até lá (sem falar em um ônibus, três metrôs e outro ônibus), corri pra olhar o painel de chegadas. Voo 261 já aparecia lá. Previsão de pouso: 7 minutos. Sete minutos. Pra quem esperou sete anos, isso era nada.
Fui ao banheiro, chequei maquiagem, sorriso, fiz xixi. Fiquei pronta. Comprei uma água, bebi lentamente. Continuei a olhar o painel, já sentindo a tensão nos ombros. Avião em terra. Desembarcando. Respirei fundo e... plantei-me em frente ao portão de desembarque. Pensei no lugar em que ficaria a esperar por ele. Achei justo que tivesse um ângulo de visão privilegiado para ambos. Não ficaria escondida. Ficaria bem à vista, esperando pelo olhar dele a me reconhecer. E esperei.
E esperei.
E esperei.
E esperei, pacientemente. Pensei, algumas vezes: "E se eu não o reconhecer? E se todos que estiverem no voo, indianos, forem parecidissimos e eu me confundir? E SE ELE NÃO VIER?"
E assim, esperando, ansiando, tremendo, olhando sem parar para todos os movimentos no portão, fiquei por uma hora. Não resisti e liguei pra Keila. Estava muito sozinha ali. Falei que ele estava demorando pra aparecer. Que eu não esperava mais. Que estava dif... PERAÍ QUE É ELE TCHAU.
E aí eu o vi. Mesmo rosto sereno que conheci na webcam. A ginga do andar, que eu não conhecia, vi ali. O olhar pra mim, vi em seguida, quando os olhos dele acharam os meus. E veio direto até mim, sem titubear. E nos abraçamos, longa e fortemente. E senti a pele dele, o cheiro dele, a respiração dele. E o beijo dele. Um selinho, como convém em público. E percebi que ele, o Joy, estava ali. Ao meu alcance.
E foi só um reconhecimento. Já nos conhecíamos há tanto, já nos esperávamos há tanto, que só alguns detalhes nos surpreendiam. "Você não é tão alta quanto eu pensava", disse ele. "Você não está tão barrigudo quanto eu pensava", disse eu. E conversamos, meio timidamente. E compramos um chip brasileiro pra ele. E trocamos dólares por reais. E fomos para o táxi. E trocamos livros no táxi. De mim, ele ganhou "Como falar quase tudo em português". Dele, ganhei "Real love in marriage". Nem preciso dizer como fiquei confusa com o presente... tão cedo, tão sério. Tão bom.
E assim, ele foi sendo apresentado ao Brasil, a São Paulo, a mim. Aos poucos. Mas bem intensamente.
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