quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Joy

Minha primeira nota vermelha na vida foi em Inglês. Sétima série, primeiro bimestre no Mackenzie depois de toda uma vida em colégio estadual. Foi um baque. Me lembro bem do 4,5 que manchava minhas outras notas, tão boas. E fiquei tristíssima. E comecei a me esforçar muito pra alcançar a turma. Isso só aconteceu três anos depois, já quando repetia o 1º colegial (é, bombei um ano por causa do Inglês também). E hoje sei que havia um propósito pra isso também. Pra esse problema, que aparentemente era tão pequeno mas que me incomodou tanto.
Em 2002 um indiano puxou conversa comigo pelo icq. Conversei, não custava nada mesmo. Era bom pra 'impruvar' meu inglês, pensei. Eu sei que, se não fosse o fato de eu falar inglês, não teria tido a oportunidade de viver o que de mais lindo poderia ter me acontecido. Porque há 13 dias esse indiano veio pro Brasil, e finalmente nos re-conhecemos. Nos vimos, nos abraçamos, nos beijamos, nos cheiramos. Rimos, choramos, conversamos, viajamos. Andamos de carro, ônibus, trem, bondinho, avião, canoa. Comemos, bebemos, namoramos, nos estranhamos, nos reconciliamos.
E agora, neste exato momento, ele decolou pra Dubai, de volta para o seu trabalho. Deixou comigo a perspectiva da volta pra cá em dezembro, além do cheiro que não me sai da mente, do gosto que não me sai do corpo, do amor que não me sai da alma.
Nannu ninannu prithisuthene, Joy. Ou, pra ser mais simples, eu te amo.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Tempo de calar...


Eu vim fazer um post qualquer. Só pra constar. E aí me lembrei lá de Eclesiastes... vambora:

Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião. Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir. Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar; tempo de chorar e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar e tempo de afastar. Há tempo de procurar e tempo de perder; tempo de economizar e tempo de desperdiçar; tempo de rasgar e tempo de remendar; tempo de ficar calado e tempo de falar. Há tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz. O que é que a pessoa ganha com todo o seu trabalho?
Eu tenho visto todo o trabalho que Deus dá às pessoas para que fiquem ocupadas.
Deus marcou o tempo certo para cada coisa. Ele nos deu o desejo de entender as coisas que já aconteceram e as que ainda vão acontecer, porém não nos deixa compreender completamente o que ele faz. Então entendi que nesta vida tudo o que a pessoa pode fazer é procurar ser feliz e viver o melhor que puder. Todos nós devemos comer e beber e aproveitar bem aquilo que ganhamos com o nosso trabalho. Isso é um presente de Deus. Eu sei que tudo o que Deus faz dura para sempre; não podemos acrescentar nada, nem tirar nada. E uma coisa que Deus faz é levar as pessoas a temê-lo. Tudo o que acontece ou que pode acontecer já aconteceu antes. Deus faz com que uma coisa que acontece torne a acontecer. Neste mundo eu também reparei o seguinte: no lugar onde deviam estar a justiça e o direito, o que a gente encontra é a maldade.
Então pensei assim: “Deus julgará tanto os bons como os maus porque tudo o que se passa neste mundo, tudo o que a gente faz, acontece na hora que tem de acontecer.”
Aí cheguei à conclusão de que Deus está pondo as pessoas à prova para que elas vejam que não são melhores do que os animais. No fim das contas, o mesmo que acontece com as pessoas acontece com os animais. Tanto as pessoas como os animais morrem. O ser humano não leva nenhuma vantagem sobre o animal, pois os dois têm de respirar para viver. Como se vê, tudo é ilusão, pois tanto um como o outro irão para o mesmo lugar, isto é, o pó da terra. Tanto um como o outro vieram de lá e voltarão para lá.
Como é que alguém pode ter a certeza de que o sopro de vida do ser humano vai para cima e que o sopro de vida do animal desce para a terra? Assim, eu compreendi que não há nada melhor do que a gente ter prazer no trabalho. Esta é a nossa recompensa. Pois como é que podemos saber o que vai acontecer depois da nossa morte?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Amor



62 anos de casados.

Imagina o que não passaram juntos.

Olha o bom humor.

A cumplicidade.

O companheirismo.

Sim, eu acredito. E quero pra mim.

sábado, 23 de maio de 2009

Túnel mágico

Como esse túnel mágico não existe, torno a seguir o método, firme e forte. Porque há dias em que me saboto. E aí eu engordei 1kg, e fiquei triste com isso. Mas não desanimei. E sei que, fazendo, o resultado aparece.
Foi ótimo sair e comprar uma calça 2 números a menos do que o que eu usava antes de começar a Meta Real.
Vai ser ótimo ver todas as dificuldades que surgem por conta da obesidade se dissiparem.
Quero estar pronta. Porque não sei o que a vida tem preparado pra mim.

sábado, 9 de maio de 2009

"Sou infeliz" (Estragon - vulgo Catulo)

Já faz uma semana, praticamente. Teve Godot na Virada Cultural. Foi ótimo voltar. Voltar ao texto, à montagem, ao Bruno Matos. E foi ótimo ter Aline Baba ali. Eis-nos os três, na foto. Além, obviamente, da plateia. Nunca estive tão perto dela, e vice-versa. E foi ótimo sentir a troca única que há entre atores e plateia. Troca efêmera. Nada é mais prazeroso do que sentir que cativou a plateia, que os olhos, os corpos, as almas das pessoas estão fixadas nos personagens, envolvidos pela obra. E emprestar nossos corpos e nossas almas de atores para personagens como Vladimir, Estragon e o Menino é uma honra sem limites. Samuel Beckett, me perdoa. Sei que você não queria que uma mulher interpretasse seus personagens masculinos, mas nada me deixa mais feliz do que poder ser o Estragon. Obrigada pela honra (não concedida).

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Já dizia Paulo aos filipenses


Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.

quinta-feira, 23 de abril de 2009