sexta-feira, 20 de março de 2009

Visual novo

Então... mudei a cara do meu blog, depois de quase um ano. Mais leve. Como eu.

A pensadora

Quero muito saber do que tenho medo.
Porque isso explicará.
Porque não sei dizer o motivo, mas hoje simplesmente não consegui, não quis, whatever, seguir o método. E comi o que quis, quando quis, quanto quis. Comi de passar mal. De me sentir mal. E não saí de casa, e é uma sexta-feira linda, e recusei o convite pra uma festa e outro convite pra uma botecada.
Amanhã encaro meu medo. Meus medos. Vou à palestra. Me peso. Vejo o que aconteceu. Por hoje, fico aqui pensando. Qual a resposta?

quinta-feira, 19 de março de 2009

A vida e a época de Kedma Franza, o Gregor Samsa da família

Ontem, durante o ensaio de A Metamorfose com a Cia. dos Imaginários, tive um insight. Aquela coisa de 'e se fosse comigo' me fez perceber que sim, de alguma forma, um dia aconteceu comigo uma metamorfose.

Não sou de uma família de obesos. Não em primeiro grau. Irmãos, mãe, magros. Meu pai era gordinho, mas nunca houve grandes piadas a respeito do assunto, ou qualquer preocupação até o primeiro infarto dele.

E aí eu cheguei: temporã, mas uma criança saudável. Magra, eu diria. Sempre fui taxada de 'alta', mas nunca de gorda. E de tão alta, cresci mais do que as outras da minha turma. Aos 12 anos, tinha um corpo de meninas de 16. Mas minha cabeça era de 12. A cabeça de uma menina filha de pastor com 12 anos. Uma menina assim não poderia admitir ser sexualmente desejável, como já vinha sendo. Homens já mais velhos (com seus 20 e poucos anos) olhavam de um jeito que já denotava um interesse com o qual ela não sabia lidar. E aí começou a engorda. Devagar, primeiro. E de forma acelerada aos 13 anos, com a mudança pra cidade grande e a escola de uma classe social abissalmente distante da sua. 'Melhor se proteger', disse o inconsciente. 'Engorde', continuou ele. E aí uma nova imagem, falsa, se criou. Porque jamais achei legal ser gorda. Jamais achei sexy. Jamais achei bonito. Nem pra mim, nem pra ninguém. Sempre pensava 'poxa, mas se gordo/gorda é bonito assim, imagine magro'. E minha família não sabia o que fazer comigo. Vários episódios estressantes, com todo mundo da família. Rolou desde a ajuda sutil (ganhei uma esteira no aniversário de 20 anos) até o confronto direto, com frases como 'tenho vergonha de sair com você'. Hoje me pergunto se era pra tanto. E não, não era. Talvez o abalo de tanta pressão pra que eu emagrecesse tenha sido mais nocivo do que a própria gordura em si. Porque eu queria me manter também longe dessa família (e hoje entendo mais os motivos disso... papo pra outro post), e sem dúvida a gordura é um obstáculo. A gordura me faz parecer forte. E mantém todos distantes de mim, ser metamorfoseado monstruosamente. Tão bonita... mas gorda. Agora, comigo magra, não sei o que virá. Mas estou disposta a pagar pra ver.

Terapia


Ontem li a notícia de que 'manter um blog é terapêutico'.

Acredito que sim.

Não sou muito de ficar falando o tempo todo de dieta. Talvez até faça isso, mas mais como piada. Não que eu realmente seja muito chata, mas meus amigos sabem quando estou fazendo algo a sério ou não. É o que eu penso... não sei o que eles pensam.

Realmente, pra mim, o blog é terapêutico. E é curioso que eu escreva isso bem agora, quando decidi que vou parar a terapia. Falta comunicar a minha decisão à terapeuta, mas já não quero mais ir. Há três sessões não vou. Semana que vem, vou lá dizer 'até logo'.

Três motivos me levaram à terapia: queria emagrecer, queria namorar, queria parar de gastar. Estou emagrecendo, vi que o 'não-namorar' não é um problema meu, e tenho me controlado nas finanças. Não fiz novas dívidas. E depois de dois anos de divã, pouco mais, até, decidi que já chega. Cansei. De minha vida quero falar só pra mim. É isso.

Aconteceu de novo?

Há um tempo observo o seguinte no meu emagrecimento: quando estou perto de atingir alguma meta que estabeleci, me saboto. Paro o que estava fazendo de certo e acho que consigo alcançar os mesmos objetivos sem abrir mão de qualquer outra coisa que eu queira. Não é bem assim. Para emagrecer, eu abro mão dos maus hábitos alimentares. E esta semana, em que eu espero chegar aos dois dígitos (sábado passado estava com 100,4kg, falta bem pouco), chutei o balde. Não agi corretamente como vinha agindo. Espero retomar amanhã (que seja), já que hoje já parei de comer. Antes tarde do que mais tarde. Ou nunca.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Minhas metas, minhas metas...

Preciso registrar aqui a mudança que está havendo na minha vida. Iniciei o método da Meta Real dia 02/02. Sim, escolhi essa data de propósito. Este ano fez sete anos a morte do meu pai, e foi uma das pessoas que conheci que mais intensamente viveu. Que me sirva de exemplo, e que minha obesidade não me impeça de fazer o que quero. Já emagreci 8kg desde então. E estou ótima. Feliz, felicíssima!

Taí uma foto da Aurora, minha orientadora. Tenho muito a agradecer a essa mulher! Exemplo.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O paradoxo do nosso tempo



Por: Roberto Kaida

Hoje temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos.
Auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos.
Gastamos mais, mas temos menos.
Nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores.
Mais conhecimento e menos poder de julgamento.
Mais medicina, mas menos saúde.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos facilmente.
Ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais...
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores.
Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência.
Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
Escrevemos mais, mas aprendemos menos.
Planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência.
Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.
Tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade.
Esses são tempos de refeições rápidas e digestão lenta, de homens altos e caráter baixo, lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Mais lazer, mas menos diversão. Maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis e moralidade também descartável e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.